[kads group="topo-1"]


A construção do amanhã

A construção do amanhã

Na presente data, vivemos um importante momento de nossa atuação cívica, qual seja, o das eleições municipais em todo o país. É tempo de refletirmos de forma mais detida e cautelosa acerca dos rumos que pretendemos dar à nossa vida social e à gestão pública.

Enquanto espíritas – e, mais do que isso, enquanto homens e mulheres de bem – é importante aproveitarmos o ensejo para avaliarmos a responsabilidade que temos em cada uma de nossas escolhas, em especial aquelas que, assim como o voto, são capazes de promover profundas alterações (positivas ou negativas) em todo o contexto social.

Há pessoas que parecem simplesmente não se importar. Dizem-se profundamente desgostosas com os desvios de conduta que são noticiados quase que diariamente e chegam a achar que seria impossível mudar para melhor o atual cenário político. Preferem, então, permanecer absolutamente inertes sem nada fazer para fomentar qualquer mudança. Certamente se olvidam de que a postura dos nossos representantes em cada um dos Poderes constituídos é reflexo direto da mentalidade dominante do povo.

É fácil constatar que passamos por um momento de profunda transformação em nossa sociedade. São patentes em várias searas de nossa vida o processo de intensa crise de valores, de anomia e de perda de alguns referenciais pelo qual passamos. Notamos, por exemplo, que muitos de nós lamentavelmente confundem liberdade com licenciosidade e acabam por se desviar para um processo tentacular de excessiva permissividade e relativização de questões morais extremada importância.

Cada vez mais, situações dessa natureza se tornam insustentáveis e percebemos que as mudanças que almejamos são iminentes, desde que, para tanto, haja pessoas de elevada estatura moral dispostas a corajosamente fomentar essas alterações pretendidas.

Não é possível que sejamos indolentes a ponto de não nos apercebermos da responsabilidade que temos sobre absolutamente tudo aquilo que pensamos e fazemos (ou deixamos de fazer). De nada adianta relegarmos exclusivamente aos nossos representantes a responsabilidade pelas mudanças enquanto não estivermos dispostos a ser essa mudança que tanto pretendemos, ou seja, enquanto não agirmos a todo instante, mesmo nas pequenas atitudes, como seres absolutamente íntegros e morais.

Aqueles que se propuseram a ser agenciadores do bem, do equilíbrio e da harmonia, devem estar permanentemente fazendo juízo crítico a fim de fazer prevalecer as retilíneas convicções ante as curvilíneas convenções da Terra. Devem estar dispostos a servir como pontos de luz na escuridão, como oásis de retidão e firmeza de conduta no deserto dos desvios e da injustiça.

Jamais podemos esquecer que qualquer transformação, por maior que seja, se inicia sempre com um primeiro passo e que o momento novo – de mais justiça e equilíbrio – que tanto almejamos deve ser construído a cada dia.

Quanto ao pleito que estamos vivenciando, ainda há tempo de fazermos uma avaliação profunda e particular daquilo que pretendemos para a nossa sociedade para os próximos anos. Mais do que o cumprimento de um dever, devemos ponderar prós e contras com a firme certeza de que nossa decisão deverá servir para transformar as nossas cidades cada vez mais em espaços de luz e que somos, cada um de nós, integralmente responsáveis por essa transformação.

Rodrigo Fontana França

Compartilhe:

Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

Todos os Posts de: Rodrigo Fontana França