[kads group="topo-1"]


A direção certa

A direção certa

     Há momentos em nossas vidas em que somos chamados a tomar importantes decisões que podem vir a marcar toda a nossa história de vida e, ainda, repercutir sobre a trajetória de inúmeras outras pessoas. Nessas ocasiões, muitos chegam a vacilar ao partirem em busca de um arrimo que possa lhes apontar o caminho de forma clara e precisa, sem que tenham que enfrentar a difícil tarefa de decidir por si próprios.

     Ao tentarem terceirizar a tomada de decisões que lhes competiam sem um mínimo de reflexão, essas pessoas muitas vezes acabam por se afastar delas próprias e daquilo que haviam se proposto a realizar ao longo da presente encarnação, se transformando voluntariamente em marionetes que, ausentes de si próprias e tolhidas de seu poder decisório, entregam as rédeas de suas vidas para que outros lhe conduzam.

     Evidentemente que não há mal algum em nos aconselharmos com pessoas mais experientes e nas quais confiamos, mas não podemos em hipótese alguma simplesmente seguir de forma irrefletida os palpites de outrem, pois somos nós que arcaremos com as consequências – positivas ou negativas – dessas decisões, cabendo a nós – e a mais ninguém – nos responsabilizarmos pelo caminho que optamos por seguir.

     Talvez por estarmos habituados a um excesso de estímulos externos, às vezes acabamos esquecendo de fazer um momento de introspecção e de reflexão, que seria da mais extrema importância principalmente quando passamos por esses grandes enfrentamentos. À medida em que conseguimos conhecer melhor a nós mesmos, somos capazes de alcançar a bússola que temos em nosso interior sempre apontando a direção correta que devemos seguir.

     Por mais que, ao encarnarmos, passemos por um salutar processo de esquecimento de nosso passado, guardamos em nosso íntimo essa firme noção dos nossos propósitos, de nossos limites e potencialidades, o que certamente servirá como o mais precioso guia a nos orientar ao longo de todo o percurso.

     Desde que as escolhas sejam realizadas de forma consciente, não há razão para temermos seus resultados, posto que invariavelmente elas proporcionarão um grande aprendizado e abrirão sempre novos leques de oportunidades que proporcionarão experiências cada vez mais ricas. O que não podemos deixar acontecer é que outros decidam em nosso lugar.

     Esse aparente alívio trazido quando postergamos as grandes decisões ou deixamos que outros decidam em nosso lugar pode se converter em grandes angústias e arrependimentos no momento seguinte quando tomarmos consciência das oportunidades que deixamos passar.

     Precisamos nos habituar a pensar antes de agir, a nos autoconhecer acima de qualquer outra coisa, a avaliar e sopesar os prós e contras de cada atitude, a perceber os desdobramentos de nossas escolhas não só em nossas vidas, mas nas daqueles com quem nos relacionamos. Só assim é que poderemos seguir sempre na direção mais correta possível sempre em busca de nosso aprendizado e evolução.

     Para finalizar, cabe aqui uma dica preciosa. Sempre que estivermos com dificuldade de decidir qual o caminho a ser seguido, um primeiro passo para alcançarmos essa bússola interior seria adotarmos a chamada regra de ouro da moral: não fazer aos outros aquilo que não desejamos para nós.

     Partindo dessa simples conquanto complexa análise, certamente alcançaremos grande satisfação em nossas vidas na certeza de não termos nos desviado do caminho do bem e da promoção das virtudes.

Compartilhe:

Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

Todos os Posts de: Rodrigo Fontana França