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A INDAGAÇÃO CRÍTICA DO MEU SER NO CRER

A INDAGAÇÃO CRÍTICA DO MEU SER NO CRER

No processo evolutivo nunca deixei de ser.
Vivi períodos intensos de tentar simular a diferença do que tinha
consciência que era.
Procurava montar estratégias que compusessem o diferente.
No entanto, por mais diversificado que pudesse parecer eu não
deixava de ser, tendo que administrar todo fluxo do que eu era e
daquilo que criara como se eu fosse.

Na luta evolutiva, estamos sempre nos afirmando, negando.
Os contraditórios se aproximam, se afastam.
No entanto, há em nós sempre, num permanente processo, a
consciência do nosso ser sendo.

Algumas vezes acreditamos que não somos mais o que
essencialamente somos.
No entanto basta acontecer uma pequena variável e imediatamente
cresce sobre o nosso ser a consciência do que alcançamos,
consequentemente, do que somos.

Queremos às vezes fugir, mudar de lugar, como se mudássemos de
roupa e nosso interior se transformasse.
Mentimos, conspurcamos, iludimos, para chegar sempre ao
mesmo lugar , onde a nossa consciência está nos esperando e
afirmando sempre:”você não deixou de ser você mesmo”.

Os estágios evolutivos são às vezes severos, todos críticos.
Quando sabemos aproveitá-los, nos iluminamos.
Quando os colocamos na linha de prazeres fugazes, temporários,
nos decepcionamos, perdemos um pouco a visão, a noção de
tempo. Enfraquecemos.
No entanto, nunca desconvalidamos a consciência de que no erro e
no acerto não deixamos de ser.

Aquilo que fazemos, necessariamente administramos.
Daí a consequência da alegria, do sofrimento, da abundância, da
miséria: produtos de causa e efeito.

Em cada momento de consciência da vida, basta olhar para
dentro de nós mesmos para percebermos a extraordinária
afirmação sempre despertando no nosso ser o sentido da vida e
da eternidade: “você é aquilo que alcançou, será sempre o que
vivenciou”. Seja feliz.

Texto extraído do livro
A essencialidade da minha consciência, de 6.MARÇO.2015

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