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A prece: conexão íntima com o Creador

A prece: conexão íntima com o Creador

A realização da prece nos coloca em sintonia plena com o Creador e permite que passemos a melhor coordenar nossos pensamentos e atitudes. Em que pese singelo e por todos nós conhecido, esse mecanismo é da mais extrema importância para que cada um de nós consiga alcançar um maior equilíbrio em seu dia-a-dia, pois é somente através dessa profunda conexão com Deus que poderemos nos alcançar em nossa plenitude.
Para o Espiritismo – diferentemente do que ocorre em algumas outras religiões – a prece não significa barganha e tampouco se exaure com a simples realização de infindáveis pedidos. Acima de qualquer outra coisa, tal momento deve servir como forma de louvor, como um agradecimento por todas as oportunidades de aprendizado e de superação de desafios que não são apresentadas.
Se a ocasião for de grande angústia e sentirmos a necessidade de realizar um pedido, que este seja para que possamos ter uma visão um pouco mais clara das leis que regem o Cosmos e para que tenhamos coragem e força de caráter para que saibamos manter nossas retilíneas convicções, seja qual for o desafio que a vida nos apresente.
Nestas situações de intrincados enfrentamentos (pelos quais certamente todos nós já passamos e certamente ainda haveremos de passar novamente), não há razão para desfalecermos e nem para nos desesperarmos. Com a prece somos capazes de fazer essa conexão íntima com o Creador e encontrar o lenitivo necessário para todas as nossas dificuldades.
Contudo, não podemos nos esquecer da importância que a prece tem a cada instante de nossas vidas, não podendo ser relegada como um ‘remédio’ a ser ministrado somente nos momentos de grande necessidade. Esta nossa conversa com Deus há de ser realizada a qualquer instante e não só quando das grandes necessidades.
Justamente por se tratar de uma conversa, uma comunicação profunda com Deus, não nos parece haver sentido em medi-la pela sua duração ou quantidade, sendo muito mais importante a sinceridade e a clareza com que for realizada. Também nos parece ter pouco sentido a mera repetição de preces prontas e complicadas, sem que isso toque o nosso íntimo e possibilite uma vida mais plena.
Ela deve sempre expressar o exato momento que está sendo vivenciado pelo indivíduo, o que faz com que seja sempre nova, sempre diferente de qualquer outra, o que evidentemente inviabiliza a repetição de preces prontas.
A prece não se mede por sua complexidade, ou pela eloquência com que é proferida, mas sim pelas intenções nela contidas, sendo certo que tanto sua realização quanto sua avaliação são absolutamente particulares.
Cada qual a seu tempo, todos nós chegaremos ao ponto de não mais simplesmente fazermos prece algumas poucas vezes na semana, mas de estarmos sempre em prece, ou seja, de estarmos a cada instante de nossas vidas convergindo todos os nossos pensamentos e atitudes para essa harmonia cósmica  regida pelo Creador.
Que bom seria se todos nós fôssemos capazes de pautar a integralidade de nossas existências nessa constante ligação com Deus, sem qualquer espécie de ruído ou interferência e na certeza de termos alcançado de forma plena a importância desse canal de comunicação. Certamente que o desafio não é impossível de ser alcançado desde que tenhamos a coragem e a paciência necessários para iniciarmos essa caminhada.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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