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À procura de nós mesmos

À procura de nós mesmos

Em nossa sociedade somos desde muito jovens intensamente incentivados a conhecer um pouco daquilo que de melhor a humanidade já alcançou nas mais diversas searas do conhecimento. Ocorre que, infelizmente, a quase totalidade da nossa educação formal se baseia em fatores exclusivamente materiais e externos, havendo, no mais das vezes, pouco ou nenhum incentivo para que possamos alcançar a nós mesmos, a conhecermos a fundo nossos limites, propósitos e potencialidades.

Somos condicionados naquilo que tange aos aspectos culturais, mas não aprendemos a dar a devida atenção às questões íntimas ou a fazermos uma visão mais alongada e aprofundada da realidade.

Mesmo quando analisamos o aspecto religioso – que por excelência deveria tratar da busca pelas razões de ser da nossa existência, notamos que a maior parte das pessoas ainda se apega exclusivamente a fatores externos, a meras formalidades, a dogmas muitas vezes sem sentido, a ritos e simbolismos, acabando por deixar de lado a essência, aquilo que possibilitaria uma análise mais clara, coerente e racional das questões de ordem transcendental.

Ora, enquanto continuarmos a perscrutar somente a forma ao invés da essência, enquanto dermos mais atenção aos elementos externos do que aos internos, enquanto insistirmos na busca exclusiva do ‘ter’ ao invés do ‘ser’, enquanto nos contentarmos apenas em repetir e deixarmos de refletir, certamente não seremos capazes de superar as grandes angústias que nos afligem a todos e nos perceber peças fundamentais da harmonia Cósmica da creação Divina.

Transmitimos aquilo que somos. Logo, não estaremos aptos a contribuir com um maior equilíbrio nas relações sociais sem antes termos alcançado um importante estágio de harmonia interior.

É preciso que mais e mais nos habituemos a realizar exercícios diários de autoavaliação e alcance de nós mesmos. Sempre que possível devemos mentalmente nos questionar sobre quem somos, de onde viemos, para onde vamos e o que estamos fazendo aqui.

Por mais que ao reencarnarmos faça parte da Lei Natural que passemos por um salutar processo de esquecimento dos detalhes de nossas encarnações pregressas, em nosso íntimo todos nós temos clara a noção de certo e errado e de qual caminho devemos nos propor a seguir.

Não há sentido em continuarmos buscando as respostas para todas as nossas indagações somente em elementos externos ou em terceiros quando a maior parte delas podem ser esclarecidas através dessa busca interior.

Uma vida sem propósito é como um barco à deriva que dificilmente chegará a algum lugar. À medida que nos habituarmos com essa pratica intima de reflexão profunda, seremos mais capazes de conhecer nossos limites e potencialidades e estaremos aptos a traçar planos de ação para alcançarmos aquilo a que nos propusemos.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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