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A SIGNIFICAÇÃO, A CONSCIÊNCIA E O SER

A SIGNIFICAÇÃO, A CONSCIÊNCIA E O SER

Aquele homem andando, esmolando, nos
espaços públicos, é o homem.

Aquele homem, caminhando vaidosamente
pelas avenidas luxuosas dos centros urbanos,
é o homem.

Aquela criança descalça, esfomeada, olhando
num pedido de socorro, é o homem.

Aquele idoso claudicante, inseguro pela
velhice, é o homem.

Aquela criança recém-nascida, pedindo
socorro ao chorar, é o homem.

Aquele homem recolhido na via pública,
desfalecido, em morte cerebral, é o homem.

Aquele homem poderoso que decreta, que
manda, que põem medo, é o homem.

Aquele homem fardado de general, que ordena
o ataque, é o homem.

Aquele homem que arquiteta o crime, que mata,
que rouba, que furta, é o homem.

Aquele homem que chora, que se lamenta, que
se desespera, é o homem.

Aquele homem que reza, que faz prece, que
mentaliza o bem, é o homem.

Aquele homem que vive na força da esperança,
da fé, é o homem.

Aquele homem que procura proteger a vida nos
laboratórios, é o homem.

Aquele homem que inventa as bombas da
morte, é o homem.

Aquele homem que tem medo da morte, é o
homem.

Aquele homem que odeia, que esbraveja, que
ameaça, é o homem.

Aquele homem que é chamado de bom, de
caridoso, é o homem.

Aqueles homens que não sabem olhar para os
outros homens, são homens.

Aqueles homens que conseguiram amar,
pontuar a vida pelo bem, pela busca da verdade,
são homens.

Todos os homens, bons ou maus, são a força
do ser na expressão crítica de fazer a
materialidade do seu próprio ser na sua relação
intensa entre o ente e o ser.

A vida é um permanente ser, vir a ser, para ser
eternamente o ser que é.

Texto extraído do livro
A essencialidade da minha consciência, em 08.MAIO.2015

 

 

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