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Alegria de viver

Alegria de viver

     Nossa passagem pela Terra é permeada por uma série de desafios que, à primeira vista, podem nem sempre parecer aprazíveis, mas que são, todos eles, necessários e importantes para a nossa depuração.
     Alguns de nós, talvez por não termos feito sequer uma mínima percepção das razões de ser de nossa existência, acabamos nos angustiando e nos fechando cada vez mais a cada percalço que nos é apresentado, chegando a perder quase que por completo a alegria de viver.
     É curioso notarmos que, paradoxalmente, muitas das pessoas que tiveram mais oportunidades de estudos e de desenvolvimento de suas potencialidades – as chamadas elites – são, por vezes, as que mais encontram dificuldade em se deleitar com as pequenas coisas. Focam apenas nas vicissitudes e nos eventuais percalços que virão a enfrentar e se esquecem de apreciar e se envolver com todo o resto do trajeto que é composto de um sem número de satisfações corriqueiras que acabam passando desapercebidas.
     A essas pessoas falta uma visão de conjunto da realidade. Por terem cristalizado sua visão de mundo em ideias excessivamente fragmentadas e no mais das vezes falaciosas, não conseguem enxergar os desafios da vida por uma perspectiva de integração, não são capazes de fazer a conjugação entre o material e o espiritual.
     É comum temermos e até mesmo nos revoltarmos contra aquilo que não compreendemos. Se mantivermos uma visão distorcida e limitada da vida, possivelmente isso só nos causará angústia e incompreensão. É preciso que nos habituemos a refletir um pouco mais sobre questões existenciais tais como a vida em si mesma, quem somos, de onde viemos, para onde vamos e quais os nossos objetivos de curta, média e longa duração.
     Ao fomentarmos em nós mesmos esse sentido do autoconhecimento, iremos gradativamente alcançar a serenidade e a perspicácia necessárias para que saibamos sorver aquilo de melhor que cada situação puder nos propiciar. Aprenderemos a encontrar alegria e profunda satisfação em tudo aquilo que se apresenta ao nosso redor. Conseguiremos vislumbrar harmonia na natureza e no Cosmos e perceberemos o nosso papel em todo esse sublime mecanismo.
     Essa alegria de viver deve necessariamente se impor de dentro para fora, deve partir do íntimo de cada pessoa e irradiar com uma intensidade tal que seja capaz de cativar aos outros no sentido de que procurem seguir também esse mesmo caminho.
     A alegria verdadeira jamais pode ser imposta, não se firma de fora para dentro, posto que deve ser alcançada, conquistada e o caminho para tanto necessariamente é o do autoconhecimento.
     O percurso para alcançarmos uma existência plena e para tirarmos o máximo proveito possível da presente oportunidade reencarnatória exige comprometimento, seriedade e dedicação. Ao fazermos o efetivo despertar de nossa consciência para essa realidade espiritual, seremos capazes de alcançar esse sentido de profunda satisfação em tudo o que acontece em nossas vidas.
     Evidentemente que isso não nos torna imunes aos baixios e cumeadas que são próprios da vida. Contudo, ainda que não possamos evitar por completo os momentos de enfrentamento, temos a plena convicção de que são as nossas atitudes perante esses momentos que fazem toda a diferença em nossa jornada.
     Vamos todos optar por uma vida constantemente alegre, haja o que houver!

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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