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APERFEIÇOAMENTO

APERFEIÇOAMENTO

Quando me busquei, foi difícil me encontrar; quando me vi,
compreendi que não me conhecia; quando chorei, percebi que
sou eu; quando tudo parecia perdido, ficava mais forte.

Na fraqueza, me aperfeiçoava; na opulência, empobrecia.
Quando pobre, crescia e enriquecia; quando rico, fazia indigência.

Lutando para ser eu mesmo, eu era os outros.

No meu abandono de mim mesmo, eu me alcançava.
A luz exterior cegava-me; a escuridão do meu ser iluminava.
A dor era tão profunda que parecia que eu não era
quem pensava ser.

Assim, numa caminhada de encontros e desencontros, de afirmações
e negações, fui percebendo que à medida que renunciava,
alcançava resistência para vencer os estágios do aprendizado
na dor.

No aperfeiçoamento do meu ser, quando fui os outros, fui eu mesmo;
quando fui eu mesmo, fui os outros.

Neguei para afirmar. Só assim me alcancei.
Sou a força do que não sou, a luz do que quero ser.
Vivo na intensa integração com o maior e o menor, o pequeno
e o grande, pois só assim consigo ser a minha vida,
a minha luz, o meu equilíbrio, a minha fé, a minha esperança,
a força da minha admiração.

Dor.
Desaparece quando me integro no desconhecido, pois assim faço
a força do conhecido na consequência do meu ser
com o Universo.

Não sofro, não morro, não luto, sou, eternamente,
a inteligência do “Eu Supremo”, que viabiliza
meu “Eu Cósmico”.

(20.05.1994) Extraído do livro Identidade Paradoxos

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