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Aquilo que deve ser feito

Aquilo que deve ser feito

É comum encontrarmos pessoas que dizem ter dificuldade em discernir o certo e o errado ou de decidir a melhor forma de reagir e se posicionar em uma determinada situação.

Conforme já comentamos em um texto pretérito, em tais situações o melhor que temos que fazer é adotar a chamada regra de ouro da moral que consiste em não fazermos com o outro aquilo que não gostaríamos que fosse feito para nós. Se aprendermos a usar essa medida e nos colocarmos no lugar do outro antes de simplesmente agirmos por impulso, certamente seremos capazes de tolerar muito mais e as interações sociais se tornarão mais estáveis, harmônicas e tendentes ao caminho do bem.

Devemos ter sempre em mente que a qualidade de nossas escolhas será sempre diretamente proporcional à nossa maturidade e serenidade, e que o alcance de tais virtudes depende exclusivamente do conhecimento que temos de nós mesmos.

Somente aquele que for capaz de conhecer a fundo seus limites e potencialidades poderá alcançar de forma suficiente a grandiosidade da creação Divina e conseguirá – a partir do alcance do seu próprio ser – compreender o seu papel no Cosmos. Não há maior satisfação do que alcançar esse estágio de profunda integração espiritual e é exatamente isso o que todos nós devemos buscar (em que pese muitos ainda não terem feito o inevitável despertar da consciência).

Ao iniciarmos essa árdua e sublime tarefa de busca interior, certamente iremos nos comprazer com cada passo dado no sentido do autocontrole, do equilíbrio, da paz e da serenidade e poderemos traçar cada vez com mais facilidade estratégias e objetivos para seguir de maneira cada vez mais intensa no sentido do bem e do progresso.

Sempre quando agimos por impulso ou deixamos de acessar o nosso interior em busca da melhor saída para a superação de um determinado desafio, nos faltam elementos para uma correta apreensão da realidade e dos inúmeros fatores envolvidos, pois acabamos por realizar escolhas baseados exclusivamente com os turvos e obscurecidos olhos da matéria.

Ora, se somos capazes de perceber que a realidade sobrepuja infinitamente aquilo que conseguimos alcançar através de nossos limitadíssimos 5 (cinco) sentidos, se faz imperioso que cada um de nós parta em busca de uma visão cada vez mais ampliada e alongada da realidade e isso necessariamente depende de uma ótica espiritual, que por sua vez só se alcança pela prática do autoconhecimento.

Já é chegada a hora de percebermos que aquilo que muitas vezes passamos uma encarnação inteira procurando fora de nós (a felicidade), somente poderá ser alcançado se voltarmos os olhos para o nosso interior, e que, ao nos alcançarmos em nossa integralidade, saberemos mais do que nunca fazer sempre exatamente aquilo que deve ser feito, sem medo ou ressentimento.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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