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AS IMAGENS, AS CORES, AS COISAS, DOS CAMINHOS TERRENOS

AS IMAGENS, AS CORES, AS COISAS, DOS CAMINHOS TERRENOS

Na dimensão crítica da consciência de viver e
existir, enxergo, vejo o mundo.
Os caminhos são variados: retos, curvos, desvios,
impedimentos, montanhas, rios.

Enfim, cada passo é uma significação que tem
que estar tutelado pela cautela.
Quando deixo de pensar, continuando a
caminhar, tropeço, uma vez que o mundo
não é de repetição, mas de novas ações, com
implicações poderosíssimas de transformações.

No processo de me satisfazer com alimentos,
com diálogos, com relações, vou aprendendo,
gradualmente, a saber o que me faz bem e o que
me faz mal.
No entanto, com imensa dificuldade de dominar
os meus instintos, os meus desejos, nos
momentos críticos me iludo no esquecimento,
deixo de ser pelo prazer da matéria.

Crio verdadeiros desníveis entre meu ser, o
sentimento de alegria, a dimensão de querer o
novo e a tristeza de saber que sou muito fraco.

Não deixo de lutar contra os outros, nunca
contra os espectros que criei no meu próprio
interior.
Sempre me iludo que todos estão errados, só eu
estou certo.
Sou impaciente, irritadiço. Sei usar o disfarce,
mentir, mesmo tendo consciência que isto me
acovarda.

Na ansiedade de querer ser o que não sou, sofro
grandes decepções.
Nas dimensões dos horizontes, nos caminhos a
percorrer, percebo criticamente que devo fazer
sustentação para poder continuar.

São duros momentos para me transformar.
Parece que não conseguirei.

São tantos os chamamentos dos deleites da
carne, da matéria, que quando penso no espírito
deixo sempre a desejar.
Não consigo ser, faço porque os outros fazem.

Na fraqueza de não ser, sofro indecisões,
medo.
Procuro desesperadamente socorro sempre
fora de mim, quando tenho certeza que as
respostas estão absolutamente vinculadas ao
meu interior, à minha razão.

Nas demandas, nos caminhos da
Terra, aprendi que para ser feliz devo,
necessariamente, substancializar o meu ser na
identidade do meu ser.
Sendo, sou toda a expressão, a vida e a
essência do que sempre fui.
Manifesto plenamente a alegria de ser, mesmo
nos caminhos íngremes e duvidosos da Terra.

Na descoberta crítica do meu ser, da minha
razão, sou a inteligência que busca ser, a
cada dia, a cada segundo, na expressão
extraordinária da consciência de ser sempre o
que sou.

Texto extraído do livro
A essencialidade da minha consciência, em 21 de agosto de 2015

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