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Deixando o banco de reservas

Deixando o banco de reservas

Nossa passagem pela Terra pode ser equiparada a uma partida esportiva que realizamos periodicamente, na qual temos o objetivo exclusivo de vencermos a nós mesmos, de superarmos os nossos limites visando nos aprimorarmos na senda do progresso.
Como em toda partida, há determinadas regras a serem seguidas e uma série de atitudes –  em especial o esforço, a disciplina e a dedicação – que potencializam o êxito final e que deveriam ser estrategicamente adotadas por aqueles que pretendem ser bem sucedidos em seu intento.
É preciso percebermos que o resultado final da partida não pode ser previamente conhecido e nem está desde sempre traçado, dada a multiplicidade de atitudes individuais que se somam aos entendimentos coletivos para compor a complexa teia de decisões que a todo momento adaptam os termos da equação em um processo aberto de regras determinadas e resultados em constante construção.
Ademais, devemos lembrar que esse ‘jogo’ da encarnação é somente mais uma partida entre tantas outras que compõem o infindável ‘campeonato’ da vida. Lembramos mais uma vez que nesse ‘campeonato’ não temos contendores já que pontuamos apenas pela auto-superação  e que atitudes fraternas e construtivas para com os demais jogadores são imprescindíveis a todo o processo.
É lógico que ao longo desse ‘jogo’ os momentos de profunda satisfação e de alegrias imensuráveis se alternam aos períodos de grandes desafios, de tomada de fôlego, re-avaliação e mudança de rotas. Evidente também que se conseguirmos de antemão compreender nossos limites e potencialidades, maior será nossa possibilidade de antever e projetar o resultado final.
Não há jogo fácil e nem possibilidade de manipulação de resultados sendo a vitória diretamente proporcional à capacidade de resiliência e à dedicação de cada jogador. O que se nota é que há muitas pessoas com dificuldades de se assumir como titulares de suas próprias vidas, de artilheiras do seu sucesso, de defensoras de si próprias, de técnicas e orientadoras de seus projetos de vida. Apequenam-se no banco de reservas evitando ao máximo qualquer movimentação efetiva e acabam se amargurando ao optar pelo aparentemente cômodo caminho do auto imposto ostracismo e da inação.
Devemos imediatamente nos dedicar a avaliar nossas escolhas presentes e pretéritas para verificarmos se estamos sendo capazes de capitanear esse projeto de aprendizado e auto-superação ou se estamos nos acovardando no banco de reservas de nossas próprias vidas. É sempre tempo de sairmos a campo para executar de forma ativa e efetiva o projeto transformacional que propusemos realizar.
Não podemos nos colocar como meros espectadores de nossa própria história, como pacientes que esperam constante cuidado externo e não se preocupam em se melhorar de dentro para fora, como reservas de nosso jogo mais importante. Precisamos perceber que nessa competição somos os personagens principais de nossas vitórias, os agentes que efetivamente podem fomentar e ser a transformação pretendida. Para tanto, basta termos coragem, paciência e determinação para não nos acovardarmos perante o primeiro percalço.
Bom jogo a todos!
Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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