[kads group="topo-1"]


Deus em nossas vidas – algumas reflexões

Deus em nossas vidas – algumas reflexões

Deus está presente em nossas vidas? Sim. Deus creou a nós e o ambiente onde estamos.
Quando nos relacionamos com Deus? O tempo todo… pois nossos pensamentos e ações são “causas”… que através das leis naturais geram “efeitos”. Nós e as leis naturais (leis naturais é sinônimo de “ambiente”) somos creados por Deus. Portanto, não nos relacionamos com Deus somente nos momentos de prece… e sim o tempo todo.
Deus “olha por nós”? Sim… mas não do jeito que eventualmente imaginamos. Ou seja, geralmente pensamos que Deus “intervirá a nosso favor” quando precisarmos. Nossa expectativa nesse caso é, provavelmente, “não responder pelo que fizemos”. Mas se lembrarmos da frase “a cada um segundo fizer por merecer”… então não faria sentido “evitar que vivenciemos o resultado de nossas escolhas”. Mas então… o que significaria o fato de “Deus olhar por nós”… ou “cuidar de nós”, etc.? Significa “nos entregar resultados justos às nossas escolhas”. Nos parece que nossa eventual dificuldade neste ponto é “aceitar” que Deus nos entregue coisas “desconfortáveis”… como o  “desencarne”, por exemplo, como efeito de algumas de nossas escolhas. Mas no caso dos resultados “desconfortáveis” a “bondade de Deus” se manifesta justamente pela justiça… “a cada um segundo fizer por merecer”. Afinal, o que nos faz mudar de atitude muitas vezes é a “dor que passamos”. Um exemplo simples: quando não cuidamos dos dentes teremos que, provavelmente, tratar canais. Depois do primeiro tratamento de canal com muita dor… tendemos a cuidar dos demais dentes. Se não houvesse a dor muito provavelmente perderíamos todos os dentes.
Assim, culturalmente entendemos que Deus só se faz presente em nossas vidas para nos tirar de problemas. E quando passamos a “fazer análise crítica” deste ponto de  vista e nos deparamos com a possibilidade de “não haver intervenção a nosso favor, nos livrando dos efeitos de nossas ações”, sentimo-nos “desamparados”. A questão que surge é: “se Deus não vai me livrar dos problemas, ou me ajudar (de fora para dentro) a resolvê-los… quem o fará?” Aqui cabe uma nova pergunta: “o que é segurança”? O que significa “amparo”? Se voltarmos à frase “a cada um segundo fizer por merecer”… e sabendo que para merecer tem que agir, e que “ação boa” depende de “informação boa”…  a real segurança está no “conhecimento”… sobre mim, sobre a vida, sobre o ambiente, etc.
Então, atualmente ainda adotamos na média o entendimento de um Deus que poderá intervir a nosso favor, e que sempre que fizer isso será para o bem. Mas, mesmo nesse conceito… qual seria o critério de Deus para “intervir a favor”? Seria merecimento? Neste caso voltamos à “ação” da pessoa “antes”… para poder merecer a ajuda. Entretanto é importante avaliarmos o conceito onde Deus se faz presente o tempo todo, através de leis naturais justas. Assim a “bondade de Deus”, o seu “olhar por nós”, se faz presente o “tempo todo”, porque sempre vivenciaremos resultados justos às nossas escolhas. E, na eventualidade de ser um resultado ruim (ou muito ruim… ou pouco ruim, etc.), devemos lembrar que é através do desconforto que ele traz que faremos a mudança de comportamento necessária para que não passemos pela mesma situação novamente. Novamente se faz presente  “bondade de Deus” na “lei do aprendizado”; eu aprendo com o resultado das minhas ações.
Deus se faz presente o tempo todo em nossas vidas através da justiça expressa nas leis naturais. Conforto não representa justiça. Dispensa de responsabilidade não significa amor.
Nelson José Wedderhoff

Compartilhe:

Sobre o Autor

Nelson José Wedderhoff

Nelson José WedderhoffEngenheiro Eletrônico; Professor Acadêmico na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas; e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

Todos os Posts de: Nelson José Wedderhoff