[kads group="topo-1"]


Edifício de ideias espiritista

Edifício de ideias espiritista

Conquanto seu objeto de estudos seja atemporal – posto que tem como supedâneo a Lei de Deus e todos os mecanismos que regem o Cosmos assim como as razões de ser de nossa existência – o sistema de ideias espiritista é algo ainda muito recente na nossa história, tendo se iniciado formalmente a partir da publicação da obra “O Livro dos Espíritos” em 18 de abril de 1857, pelo Sr. Allan Kardec.

Assim como toda ideia nova, despertou e desperta curiosidade e grande interesse por parte de alguns e resistência por parte de outros.

A todos os que pretenderem melhor conhecer o Espiritismo, é de suma importância deixar claro que os estudos realizados não se tratam de mera crença ou achismos, mas de observações e deduções sérias realizadas por indivíduos de escol que – aliados aos ensinamentos trazidos pelos bons espíritos – nos possibilitam fazer um despertar da consciência para a realidade espiritual e, cada vez mais, alcançarmos a nós mesmos a partir dessa nova visão de mundo mais ampla e profunda do que as demais.

De forma a facilitar o entendimento dos interessados sobre os delineamentos elementares do Espiritismo, nos quais se sustentam firmemente todos os desdobramentos realizados, podemos traçar uma comparação ilustrativa entre o sistema de ideias espiritista e um edifício.

Em seu alicerce se encontram os três grandes eixos da macro-cultura humana: religião, filosofia e ciência. A percepção da cogência (racionalidade necessária) entre essas três grandes áreas do conhecimento e o estudo detido e concatenado de cada um deles é essencial para seguirmos em frente em nossa incessante busca pelo máximo alcance possível da verdade.

Quanto melhor a fundação, maior a solidez do edifício erigido, sendo certo que uma obra que se sustém concomitantemente nesses três eixos possui solidez inabalável. Se algum deles não estivesse presente, ou fosse substituído, a obra certamente viria abaixo. Contudo, na presença dos três elementos, não há nada que lhe possa abalar e o potencial de crescimento dessa obra se torna incalculável.

Em seguida podemos citar seus cinco pilares básicos, as colunas de sustentação que são elementares a todo o resto do edifício. É a partir delas que toda a obra se desenvolve e não há como se cogitar a existência desse edifício sem um desses cinco pilares que são: Deus, Jesus, livre-arbítrio, reencarnação e comunicação entre os polissistemas material e espiritual (mediunidade).

Por se tratarem esses três eixos fundamentas e os cinco princípios básicos de elementos essenciais e absolutamente indissociáveis à própria estrutura desse sistema de ideias, qualquer análise deve sempre ter como base tais fundamentos e princípios não sendo dado afastar ou olvidar algum deles, sob pena de desconfigurar o Espiritismo por completo, ou, pior ainda, trazer abaixo tal edifício.

Há outros elementos que, assim como portas, janelas e paredes, podem vir a ser substituídos ou alterados sem causar danos ao edifício. Contudo, sua estrutura elementar há sempre que ser respeitada e considerada.

Logo, fica claro que o Espiritismo não pode ser resumir simplesmente ao estudo, por exemplo, da comunicação entre os polissistemas em detrimento dos demais princípios, pois há outros pilares igualmente importantes e essenciais. Da mesma forma, não pode ser considerado como só ciência, ou só filosofia, ou só religião, sendo importante percebermos a necessária união entre esses três fundamentos.
Estamos certos de que se conseguirmos ter essa firme percepção dos elementos fulcrais do Espiritismo, alcançaremos muito mais êxito em nossos estudos, deduções e novos desdobramentos que vamos realizando a cada dia.

Compartilhe:

Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

Todos os Posts de: Rodrigo Fontana França