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Em busca da ataraxia

Em busca da ataraxia

É consenso absoluto que nossa passagem aqui pela Terra é absolutamente transitória. Cada um de nós terá no máximo algumas poucas décadas para realizar aquilo que se propôs na presente encarnação, sendo fácil perceber que não vale a pena desperdiçarmos com questões de pouca importância esse bem tão precioso que é nosso capital de vida.
Segundo propugnado pela cosmovisão Espírita, já passamos por um sem número de encarnações e ainda vivenciaremos tantas outras, posto que o grande significado de nossa existência é a evolução e esta se dá de forma lenta e gradual, segundo nossos esforços e méritos.
Não há castigo e nem destino. O que existe é uma Lei de causa e efeito segundo a qual teremos que colher exatamente aquilo que plantarmos ao longo de nossa caminhada. Nada mais e nada menos. Da forma colocada fica mais fácil percebermos a grande responsabilidade que temos com cada um de nossos pensamentos e ações.
Através da prática do autoconhecimento podemos gradativamente passar a compreender melhor quem somos e a que nos propusemos, o que facilita imensamente o estabelecimento de metas, objetivos e planos de ação para alcançar essas propostas.
Ao fazermos esse caminhar para o nosso interior aliado a um olhar mais alongado sobre a realidade (buscando sempre uma visão integrada entre matéria e espírito), percebemos que não há em hipótese alguma motivo para desespero ou exasperação. É comum nos revoltarmos contra o que não compreendemos. Logo, quanto melhor for o alcance que fizermos das razões de ser de nossa existência, tanto menores serão nossa angústia, nosso desespero e nossa inquietação
O ideal que todos almejamos é alcançarmos um estágio de ataraxia, de total ausência de perturbação interior, de plena serenidade. Para tanto, certamente é prudente nos espelharmos no exemplo dos grandes capacitores morais que já passaram aqui pela Terra – dentre os quais o maior deles é Jesus – que mesmo tendo superado árduas provações, jamais se deixaram abater ou se entregaram ante as inúmeras dificuldades que vivenciaram.
Quando (e se) conseguimos fazer tal alcance, passamos a compreender melhor a grande harmonia que existe em tudo o que nos cerca e conseguimos superar todas as atribulações do dia-a-dia com maior tranquilidade. Os desafios continuarão a vir – já que é para isso que estamos encarnados. Contudo, a forma como reagimos a cada experiência frustrante muda enormemente, e para a melhor!
Percebemos ainda a importância de procurarmos a cada instante de nossas vidas agentes promotores da causa da humanidade, a causa da justiça, do bem, do equilíbrio e da caridade. Por mais que em alguns momentos o convívio social possa parecer extremamente difícil e até doloroso, se soubermos nos colocar como agentes promotores dessas virtudes cristãs, se conseguirmos sempre servir de exemplo ao invés de darmos o troco na mesma moeda, em pouco tempo teremos contagiado a todos os demais comum pouco mais de harmonia, fraternidade e esperança.
Como visto, tudo isso depende só de nós, da forma como enxergamos o mundo e do meio que escolhemos para enfrentar os desafios que surgirem em nossas vidas. É preciso darmos mais atenção para todas essas questões a fim de evitarmos cometer novamente os mesmos equívocos que tantos outros já cometeram.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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