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Encontros e despedidas

Encontros e despedidas

Durante nossa passagem pela Terra, certamente cada um de nós irá se relacionar com milhares de pessoas que contribuirão, cada uma a seu modo, com o nosso aprendizado e desenvolvimento.

Algumas passarão por nossa vida apenas por alguns breves instantes, enquanto outras seguirão ao nosso lado durante uma bela parte do percurso, quem sabe até a maior parte dele. Todas elas, mesmo as que veremos apenas algumas poucas vezes têm algo a nos ensinar a partir de suas experiências, atitudes, olhares, reações e formas de enxergar os obstáculos.

Quando nos é dada a oportunidade de interagir com pessoas novas, é prudente que já desde o início nos esforcemos a tentar compreender qual será a troca que com elas faremos, ou seja, o que de bom teremos a transmitir e o que aprenderemos com cada uma delas.

Em muitas ocasiões acabamos deixando passar grandes oportunidades de crescimento em virtude de pré-conceitos e julgamentos açodados que fazemos de outrem quem sabe até sem perceber, e com isso prejudicamos a nós mesmos e ao nosso próximo.

Cabe, pois, a cada um de nós saber positivar todas as situações e todas as interações que fazemos e faremos, a fim de tirar delas sempre o maior aproveitamento possível, a essência daquilo que o outro tem para contribuir com a nossa evolução. Absolutamente todas as pessoas têm algo a nos ensinar e algo a aprender conosco e é exatamente aí que consiste toda a razão de vivermos em sociedade.

Devemos, contudo, estar cientes de que a cada um é dado construir seu próprio caminho, e que nenhuma dessas pessoas estará integralmente conosco do início ao fim da jornada. Mesmo aqueles mais próximos de nós, nossos familiares e cônjuges, por mais que passem boa parte do tempo ao nosso lado, também serão (assim como nós) chamados a integrar as lides espirituais e vários deles terão que deixar a Terra antes que nós.

Tudo aquilo que é da matéria é absolutamente efêmero e está em constante transformação. Não haveria sentido imaginarmos que nossa vida e nossas relações fraternais e afetivas seriam estanques, sem altos e baixos, sem que tenhamos que em algum momento nos afastar daqueles que amamos e sem que sejamos constantemente desafiados a conhecer e interagir com pessoas novas, quando o que predomina no Cosmos é um absoluto dinamismo, uma eterna adaptação ao novo momento que constantemente se inicia.

Quando por algum motivo nos afastamos daqueles a quem queremos bem, não há motivo para desespero ou para uma angústia exagerada já que, como vimos, é próprio das relações materiais que elas se transformem a todo instante, sendo também inevitável que, cada um a seu tempo tenha que desencarnar.

O que parece imprescindível é que tenhamos a certeza de que soubemos aproveitar da melhor forma possível todos os momentos e vivências que pudemos fazer ao lado de nossos entes queridos e que soubemos fazer valer essa oportunidade de caminhada conjunta oportunizada pelo Creador.

Se estivermos suficientemente atentos, certamente saberemos tirar o melhor de cada encontro que a vida nos oportuniza e, no momento da despedida, ao invés de mágoa e tristeza, deixaremos um enorme carinho, afeto e a certeza do dever cumprido.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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