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Evolução é adaptação

Evolução é adaptação

Em nossa trajetória espiritual, todos nós partimos de um idêntico grau de simplicidade e ignorância partilhando, entre outras características, a consciência de nós mesmos, o que nos permite nos percebermos enquanto indivíduos, e a perfectibilidade, que nos demonstra que o caminho é de incessante aprimoramento.

 

Apesar de todos termos esse objetivo comum de constante depuração, a forma como isso ocorrerá e o tempo que levaremos para superar cada estágio de nosso aprendizado dependem exclusivamente de nós e de como aproveitaremos cada uma das oportunidades que nos são concedidas.

 

É certo que – sendo Deus o suprassumo de todas as virtudes, dentre as quais a Justiça e a bondade – não se pode conceber a possibilidade de castigos eternos por eventuais falhas que venhamos a cometer. Contudo, somos integralmente responsáveis por todas as nossas ações e omissões, sejam elas quais forem.

 

É da mais extrema importância atentarmos ao fato de que o Cosmos é regido por essa Lei de Causalidade e que absolutamente nada acontece por acaso ou por ‘milagre’ sendo cada acontecimento parte de uma sobremodo complexa equação cuja compreensão muitas vezes ainda é difícil para a maioria de nós. Ainda assim, apesar de não conhecermos a integralidade da equação, somos capazes de notar que teremos que colher tudo aquilo que plantarmos, sejam coisas positivas ou negativas.

 

Ao nos percebermos como seres imortais (perenes, eis que tivemos uma gênese mas jamais deixaremos de existir), se torna forçoso passarmos a refletir cada vez mais sobre os rumos que almejamos dar à nossa existência (aí entendia em seu sentido mais amplo) e sobre as consequências que cada uma de nossas atitudes terá na curta, na média e na longa duração.

 

Se somos capazes de perceber que a caminhada é sempre no sentido evolutivo – não sendo dado falarmos em involução ou estagnação posto que isso seria contrário à própria lógica da existência – devemos nos organizar para que estejamos aptos a seguir da forma mais intensa possível na senda do melhoramento, de modo que o percurso possa ser percorrido com maior celeridade e efetividade.

 

Através da prática do autoconhecimento passamos a entender melhor nossos limites e potencialidades, assim como os nossos propósitos para a presente encarnação. Quanto mais nos conhecermos, melhores serão nossas escolhas – eis que mais conscientes – e mais ampla e profunda será a visão que teremos da vida e do Cosmos, o que permitirá um maior refinamento em nossos propósitos.

 

À medida em que vamos adquirindo uma maior consciência dessa complexa lógica da vida, nos damos conta de que para evoluirmos é preciso que saibamos nos adaptar de forma que possamos tirar de cada circunstância sempre o melhor aproveitamento possível.

 

Se formos capazes de aliar o autoconhecimento a essa constante positivação da vida e adaptação a todas as situações que surgirem, certamente a tão almejada evolução será alcançada de forma cada vez mais intensa e profunda.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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