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Fazer o bem haja o que houver

Fazer o bem haja o que houver

      A vida de cada um de nós é repleta de decisões a serem tomadas, e cada um desses caminhos que optamos por seguir ajudarão a compor a síntese daquilo que somos e conseguimos alcançar, assim como um caleidoscópio que a todo instante se rearranja para constituir novos resultados. Nessa premissa está contido o princípio elementar do livre arbítrio, assim como as leis de causalidade e de progresso.
      A cada nova decisão, um imenso leque de possibilidades se abre, donde se percebe que devemos estar sempre atentos a cada passo de nosso dia-a-dia, pois nossas escolhas desencadearão sempre novos e distintos resultados e poderão, por vezes, levar a caminhos mais difíceis.
     Podemos optar por seguir o caminho das retilíneas convicções, da firmeza de propósitos, da promoção das virtudes cristãs e dos valores perenes. Esse é o caminho desejável para as pessoas de bem, para todos aqueles que buscam em cada uma de suas atitudes fazer o melhor tanto para si quando para a coletividade.
     De outra sorte (e lamentavelmente), há os que optam por seguir o caminho desviante das curvilíneas convenções, que se perdem na sinuosidade do materialismo, da inveja, da intolerância e do ódio. As escolhas de alguns desses indivíduos se pautam sempre em um pérfido sentido de desolação, que faz parecer com que eles se comprazem em semear o mal e destruir aquilo que outros conseguiram construir a duras custas.
      As pessoas que seguem o caminho do bem são aquelas que conseguiram fazer o despertar da consciência para uma realidade mais ampla, que conseguem viver e sofrer a força de suas convicções, exatamente por terem em seu íntimo, insculpida de maneira indelével, a serenidade daqueles souberam dar um sentido produtivo a suas existências.
     São como fortalezas morais que não se deixam baquear ainda que sofram ataques injustos e maldosos. Fazem exatamente aquilo que deve ser feito para a promoção de uma sociedade mais justa e equilibrada, sem com isso almejar nada em troca além da satisfação pelo cumprimento de um dever.
      Sabem aonde querem chegar e, mais do que isso, têm a consciência de que o caminho só se faz caminhando. Em razão disso, são pessoas de ação, conseguem materializar grandes ideias e ideais sem desanimar com eventuais percalços que possam surgir.
      Por serem essas sobreditas fortalezas morais, despertam inveja e insatisfação por parte daqueles que insistem em seguir o caminho desviante do mal. Ainda assim, jamais deixam de seguir firmemente na senda do bem.
      A cada um compete a responsabilidade por suas escolhas e pelo caminho que optou por seguir. Devemos, entretanto, ter sempre em mente, que o único título que carregaremos conosco ao deixarmos a Terra (e certamente todos haveremos de deixá-la) é o de pessoas de bem. Todo o resto é efêmero.
     Aos que enveredaram por trilhas desviantes em suas vidas, nunca é tarde demais para uma correção de rotas. Estejam certos de que o caminho do bem é imensamente mais recompensador.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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