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Liberdade x Responsabilidade

Liberdade x Responsabilidade

Em um interessante debate sobre Livre Arbítrio houve a seguinte pergunta: “como posso ser livre se tenho que responder pelos meus atos?”. Esse ponto de vista trouxe novamente à discussão o que entendemos por Livre Arbítrio. Então? O que significa Livre Arbítrio?
Para entendermos que “um ser realmente livre” não precisa responder pelos seus atos precisamos negar a lei universal de causa e efeito. Isso também significa negar o princípio “a cada um segundo fizer por merecer”; em outras palavras, ignorar ou negar a justiça universal. Essas ponderações nos levam a crer que “ser livre” não é “não responder pelos seus atos”.
Mas como poderíamos então descrever melhor a característica de “ser livre”, inerente a todo ser inteligente? Quem sabe possamos começar pela análise do verbo “ser”, que numa visão prática pode ser entendido como a vivência prática do que sou, tanto nos pensamentos quanto nos sentimentos e nas ações. E é aqui que vemos a expressão do Livre Arbítrio: meus pensamentos, meus sentimentos e minhas ações representam sempre o que sou.
Entretanto somos parte de um contexto universal. Somos seres universais nos relacionando o tempo todo com o ambiente através de leis naturais… algumas já conhecidas pela ajuda da ciência e da filosofia, muitas outras ainda não. E a cada expressão que fazemos, seja um pensamento ou uma ação, vivenciamos resultados coerentes a ela. É a materialização da lei de causa e efeito, e do princípio “a cada um segundo fizer por merecer”. Seguindo, é esse resultado que vivenciamos que nos ajuda no processo evolutivo… quando experimentamos resultados agradáveis afirmamos nossos valores, princípios, prioridades, etc (o que somos). Já quando o resultado é desconfortável fazemos ajuste interior, de tal forma que em situações futuras nossas ações (e os resultados delas) sejam diferentes. É aqui que podemos ver a importância da vivência dos efeitos, sejam quais forem. Aprendemos, tornamo-nos melhores através deles.
Em resumo, somos livres porque tudo o que fazemos é expressão pura do nosso interior, do que efetivamente somos. E responderemos por nossas ações, o que se caracteriza em instrumento natural de evolução.
Nelson José Wedderhoff

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Sobre o Autor

Nelson José Wedderhoff

Nelson José WedderhoffEngenheiro Eletrônico; Professor Acadêmico na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas; e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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