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NO CAMINHO, A DESCOBERTA DA BELEZA

NO CAMINHO, A DESCOBERTA DA BELEZA

No trânsito diversificado, crítico, da Terra,
muita desigualdade.

Homens, mulheres, crianças, chorando e
sorrindo.
Velhos e jovens sempre procurando proteção.

O movimento é contínuo, na dor e na alegria.
As aspirações nascem e morrem todos os
dias.

Às vezes, vivemos de ilusões, outras vezes,
dos acontecimentos marcantes da vida.

As imagens são tantas, múltiplas, diversas,
que com dificuldade conseguimos agrupá-las.
Sem nunca perder a certeza do dia seguinte,
vivemos.

Há em cada um de nós expectativas imensas de
encontrar alegria.
Floreamos, embelezamos, o nosso pensamento.

Negamos e afirmamos diariamente o que buscamos.
É difícil saber efetivamente o que queremos.

São tantas as direções, os chamamentos, que na maioria
das vezes perdemos o sentido.

Quando retomamos, tudo está mudado.
Esquecemos que a cada dia envelhecemos.
A cada segundo nos transformamos.

Às vezes, queremos ser o ontem. Outras, gostaríamos de
ser o amanhã.
O passado e o presente se confundem.

O futuro é uma incógnita. Não compreendemos que
somos responsáveis pela sua construção.

Na ânsia de ser, olvidamos que tudo passa. A dor e a
alegria são como fumaça.

Não podemos desconhecer que deixam os seus efeitos.

Dormimos e acordamos sempre numa afirmação da
nossa própria identidade.

Sensíveis, dizemos que amamos.
Confundimos facilmente o instinto com a essência do ser.

Sofremos desilusões pelo nosso próprio comportamento.
Nos arrependemos, vivenciamos às vezes o que não
queremos.

Tudo parece estranho, escuro, verdadeiros becos sem
saídas.
Para no dia seguinte alcançar horizontes descortinados,
luz, sol, tepidez.

Imediatamente nos parece que rejuvenescemos, que
somos outro, para tropeçar e descobrir no próprio ser
que as experiências nos mudaram, nos transformaram.

No entanto, continuamos essencialmente sendo o
que somos, numa consciência que despertou, pela
experiência do que vivemos.

No caminho há muitos chamamentos, vozes, rostos,
linguagens.

Há uma infinidade de oportunidades que se
transformam todos os dias, dizendo a cada um de nós
que no processo da eternidade somos todos aprendizes
nas lides cotidianas da vida.

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