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NO PENSAMENTO, NA CONSTATAÇÃO DA VIDA, O NÃO TER

NO PENSAMENTO, NA CONSTATAÇÃO DA VIDA, O NÃO TER

Reencarnando, logo percebi que o mais difícil é não ter e fazer buscas para satisfazer.
No desenvolvimento de toda linha, estrutura, da fisiologia humana, alcancei a dolorosa consciência de não ter.

De não ter a casa para morar, onde tive o consolo de ter um mundo.
De não ter mais os pais materiais, alcançando a resposta, a emoção e o carinho dos mais velhos.

De não ter às vezes a alegria nem a liberdade, e alcançá-las no próprio interior.
De não ter as expressões das reluzências da matéria, do social, procurando encontrá-las nas dimensões críticas do conhecimento.

De não ter asas para voar, como os pássaros, e procurar voar pelo pensamento.

De não ter possibilidades de abraçar o mundo e fazê-lo com o abraço a uma pessoa.
De não ter suporte para compreender a morte e mergulhar no próprio ser e alcançar toda a significação da vida.
De viver num processo onde todos os dias havia a força contrária de me instabilizar, fui procurar no meu interior a imanência do meu Creador.

Quando a dor e o sofrimento não me davam a tranquilidade do pensamento, busquei a prece, me integrei com a vida.

Quando tudo parecia negação, desordem, imprudência, negligência, crimes, vaidades, poder temporal, ódio, guerra, olhei para uma criança e no seu olhar alcancei o futuro.
Quando a falência bateu em minha porta, percebi que é preciso, nas lides da Terra, perder para ganhar.
Assim, é preciso viver nos protocolos alcançados da afirmação da verdade, para que se possa alcançar o pensamento paralelo e fazer a sequente e consequente transformação de ser substancialmente aquilo que sou.

Texto extraído do livro
A essencialidade da minha consciência, em 10.ABRIL.2015

 

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