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O AGENTE MEDIÚNICO, SUA CONSCIÊNCIA

O AGENTE MEDIÚNICO, SUA CONSCIÊNCIA

Ainda criança, percebo claramente que vejo o
que os outros não vêem.
Procuro contar-lhes, mas não me ouvem.
Digo que escuto vozes, sussurros.
Os argumentos dos adultos tentam destruir o
conceito da audição.

Faço diálogo com pessoas diferentes.
Quando conto, me expresso, sobre o acontecido,
repreendem-me.
Sua avó está morta, seu tio já morreu, o vizinho
também é morto. Não é possível conversar com
mortos.

Crescido, assola no meu ser desolação.
Ouço, vejo e sinto, percebo, tenho contatos
com mundos estranhos, com pessoas que não
existem, segundo os que me rodeiam.
No sono tenho diálogos intermináveis com
alguns que se dizem meus amigos.

Aprendi que não posso relatar para ninguém.
A muito custo aprendi a silenciar. De mim para
mim mesmo, busquei soluções.
Os vultos, os espíritos, os chamados fantasmas,
começaram a falar mais claramente, a me
aconselhar.
Gradualmente passei a aceitá-los melhor, a
entendê-los.
O diálogo foi melhorando.
Tinha imensa necessidade de contar aos vivos,
aos encarnados.
Mas já em guarda, com receios, não relatava.

Acostumei-me com os desencarnados. Foi
ficando tão nítido, expressivo, que passei a
sentir falta quando não apareciam.

Ensinavam a pensar, a ler, sorriam,
aconselhavam-me, agradavam-me, contavam-me coisas estranhas,
falavam-me em missão.
Sem entender bem a complexidade que me
envolvia, sentia-me feliz na presença daqueles
que os outros não viam.
Começaram a frequentar até mesmo a escola
onde eu estudava.

Aprendi a falar com o pensamento, em silêncio.
No meio de muitos era capaz de entender o
que eles me diziam pelo pensamento.

Os anos foram passando, o corpo mediúnico,
o processo mediúnico, foi se efetivando.
Fui fazendo manifestações psicofônicas,
psicográficas.
Começaram a surgir, a aparecer, pessoas
encarnadas se credenciando a ter fé.
Era um menino que falava com os mortos,
que aconselhava, que trazia mensagens, que
curava, que descrevia sobre Jesus Cristo.
O caminho foi longo, no entanto, salutar.

Aprendi, transformei-me, sei quem eu sou.
Conheço um pouco de minha missão.

A coragem não me falta para realizar o que
for necessário, na esteira do crescimento da
Doutrina dos Espíritos.

Texto extraído do livro
A essencialidade da minha consciência, em 24.ABRIL.2015

 

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