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O caminho do progresso

O caminho do progresso

Ao iniciarmos uma nova encarnação, cada um de nós assume diferentes propósitos no sentido missionário, probatório e expiatório que são da mais extrema importância para que possamos alcançar nosso desiderato evolutivo.
Os desígnios de cada qual se dão na exata medida de seu mérito e suas necessidades não havendo que se cogitar, em hipótese alguma, a ideia de castigos ou punições posto que a Lei Divina é da mais absoluta e sublime justiça.
Outro fator a ser levado em conta é o do salutar processo de esquecimento de nossas encarnações pretéritas ao qual somos submetidos ao encetar uma nova encarnação. Não deixamos de lado a síntese daquilo que somos e que já alcançamos, mas os detalhes relativos a essas passagens pretéritas pela experiência material e mesmo acerca do interregno decorrido no polissistema cultural espiritual são filtrados a fim de que possamos realizar na presente encarnação exatamente aquilo a que nos propusemos.
Considerando, pois, que cada um de nós possui propósitos específicos ao encarnar na Terra, cada qual segundo seu possível, seus limites e suas potencialidades, é essencial ao bom desempenho dessas tarefas que saibamos aonde queremos chegar. Mais do que isso, é imprescindível traçarmos planos de curta, média e longa duração visando alcançar esses objetivos.
É aí que entra a importância de nos autoconhecermos. Sem que saibamos exatamente quem somos e aonde almejamos chegar é bem possível que jamais cheguemos a lugar algum. Aquele que passa pela vida da Terra sem buscar saber a que veio e tentar construir o caminho necessário ao seu progresso é como um barco à deriva que navega sem rumo e dificilmente conseguirá atingir o seu objetivo.
Quando nos autoconhecemos de forma suficiente, assumimos o leme de nossas ações e somos capazes de ajustar as velas de nossa embarcação milimetricamente em busca da melhor rota para alcançarmos nossos objetivos. Assim, com plena consciência de nossos propósitos e total controle sobre nossos atos, pouco importa se o momento for de calmaria ou de mar revolto, sempre saberemos seguir firmemente em direção àquilo que planejamos fazer.
Tendemos a nos revoltar contra aquilo que não compreendemos. Logo, a fim de evitar desnecessários desgastes e desequilíbrios, é de suma relevância que procuremos desde logo fazer diariamente exercícios de autoavaliação e de introspecção, sempre visando nos alcançar em nossa plenitude e nos compreendermos cada vez melhor.
Ao questionarmos a nós mesmos com seriedade e constância sobre quem somos e quais os nossos objetivos, pouco a pouco vamos alcançando respostas cada vez mais nítidas. Ao assim procedermos, a qualidade de nossas escolhas e de nossos projetos aumenta exponencialmente e aprendemos a superar com notáveis equilíbrio e serenidade cada instante de nossas encarnações, seja ele de baixio ou cumeada.
Dessa forma, bem se vê que o caminho do progresso passa necessariamente pelo conhecimento que fazemos de nós mesmos, pois isso irá nortear cada uma de nossas atitudes com vistas a alcançarmos exatamente aquilo a que nos propusemos. De nada adianta seguirmos – assim como muitos fazem – completamente sem rumo e ainda esperarmos que, por um passe de ‘mágica’, tudo saia conforme planejado. Para que a colheita seja farta, é preciso semear no momento certo, e, para que a semeadura seja adequada, se faz essencial que seus objetivos sejam conhecidos da melhor maneira possível.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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