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O MEU SER, O ENCONTRO INTERIOR

O MEU SER, O ENCONTRO INTERIOR

Na perspectiva de ser busquei intensamente o exterior.
Alcancei plataformas de homem adulto, pobre, rico, feio, bonito,
letrado, iletrado, bacharel, doutor. No entanto, nunca me alcancei.

As crises, supervenientes do processo do processo agravante de viver,
aconteciam com repercussão profunda na minha vida.
Havia momentos onde o empanamento do intelecto escurecia o
espaço, o tempo se esvaia e eu queria fugir, desistir.
No entanto não conseguia, de maneira nenhuma, nem esquecer
nem deixar de sofrer a angústia dos acontecimentos.

Foram estágios difíceis, dias, semanas, meses, anos, séculos.
As experiências se sucediam com extraordinária rapidez.

No conjunto com os outros conseguia auferir, enxergar melhor e
até ter o gozo de alguma felicidade.
No recolhimento da alma, a negação era intensa e profunda.

Às vezes tinha a certeza que tudo estava em
desordem e que não iria vencer nunca, para
outras vezes, num ímpeto de dentro para
fora, procurar o encontro que continuava
pensando que fosse exterior.

Num determinado momento, na observação
de raios de sol, consegui próximo a um rio
verificar os fractais penetrarem em meu ser.
Com eles visitei meu interior descobrindo
que tudo era possível, desde que eu me
alcançasse por inteiro, que eu procurasse
afirmar o que sou e, cautelosamente,
soubesse atenuar os estágios
acontecimentais que, num processo cautelar,
soubesse dosar, me colocar na vida, ser.

Neste aprendizado descobri o poder
iluminador do amor, a força da caridade, a
benevolência do Creador.
Na expressão de ser, sou feliz.
O alcance do meu próprio ser deu-me
o sentido pleno do que sou, dos meus
objetivos. Perdi o medo, a insegurança. A
afirmação é contínua no sentido crítico de
ser a vida.

Texto extraído do livro
A essencialidade da minha consciência, em 20.MARÇO.2015

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