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OS SINOS DOBRAM PELA VIDA

OS SINOS DOBRAM PELA VIDA

Quando construímos, conscientemente, o conhecimento,
Reconhecemos o quanto existe de efêmero e transitório
Na nossa existência.
Choramos, um minuto, um segundo, alcançamos a vida,
Pela experiência do sofrimento.
Sabemos que o altar sombrio das ilusões,
Todos os dias nos testa, nos convida,
Para um banquete indigesto.
Servindo o cálice, se tomarmos,
Sentimos dor, desilusão, solidão.
O sentimento do amor é imenso,
Tão grande, tão forte que enche o mundo,
Fazendo com que a solidariedade nos dê
A força e a consciência do repartir sempre.
Onde, a cada instante, repetimos:
Quero viver, quero viver.
É a plácida ventura da busca da felicidade.
Na Terra, a dor da ausência de quem amamos
Representa a mais ardente e tenebrosa de todas as dores,
Que curtos segundos nos parecem longas horas de sofrimento,
Nos levando à percepção da eternidade
Que corresponde à paz interior,
Inspirando o nosso ser, dando suporte e a certeza de
Que os sinos dobram pela vida.

 

Texto do livro “Qual será o próximo passo?” de Maury Rodrigues da Cruz

 

 

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