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Pensamento e ação

Pensamento e ação

     Muitas vezes em nossas vidas reagimos a algum fato de maneira impulsiva e irrefletida, o que quase que invariavelmente trará ulteriormente arrependimento e frustração. Nossa passagem pela Terra é repleta de desafios a serem superados e de aprendizados a serem realizados, sendo certo que o aproveitamento que faremos de cada uma dessas oportunidades dependerá exclusivamente do caminho que optarmos por seguir, dos valores que tomaremos por relevantes pra pautar nossos pensamentos e atitudes.
     É importante nos habituarmos a manter a todo instante coerência entre o agir, o pensar e o falar. De nada adianta ser hábil com as palavras se o agir do orador em sua vida particular não reflete aquilo que ele propugna. Da mesma forma, é de pouca valia que alguém em seu íntimo se julgue uma pessoa boa e cumpridora de seus deveres morais, se suas atitudes revelam exatamente o contrário. Também não há grande mérito para alguém que aparentemente age em benefício do bem comum quando o faz buscando locupletar-se ou visando algum benefício escuso.
     Por mais que se possa falar que exercemos distintos papéis sociais em diferentes contextos, não se pode admitir que haja uma total discrepância entre a forma com que o indivíduo se comporta em cada uma dessas ocasiões. O que dizer de alguém que tem uma conduta profissional impecável, mas que em seu ambiente familiar é constantemente agressivo e desrespeitoso?
     Não se pode admitir que algumas pessoas passem a maior parte de suas vidas baseadas em um discurso vazio e inócuo – o chamado flatus vociis – ou em ideias nunca postas em prática simplesmente por receio de não se encaixarem em determinados padrões comportamentais que não necessariamente são os mais coerentes e positivos se pensarmos a vida por um contexto mais amplo no qual se prioriza a dignidade de cada indivíduo e uma coexistência fraterna em que exista um mútuo auxílio para que todos possam alcançar o máximo de suas potencialidades.
     A Doutrina dos Espíritos propõe que façamos uma constante avaliação de cada uma de nossas atitudes e de cada oportunidade que nos é apresentada. Mais do que isso, nos remete a refletir a existência aos olhos do espírito, o que nos permite sobrepujar amplamente a limitada percepção que fazemos pelo ponto de vista material, propiciando que passemos a enxergar a realidade de uma forma ampliada, nos levando a compreender que o período de uma determinada encarnação é um simples átimo, um breve instante neste panorama macro que envolve a nossa gênese, o momento em que fomos creados enquanto individualidades inteligentes e todas as experiências que já passamos desde então, culminando com o presente momento.
     Aprendemos ainda que o porvir, a caminhada que seguirá ao término da presente encarnação é ainda extremamente longa e repleta de aprendizados a serem realizados. Todos nós estamos dando os primeiros passos nesta caminhada evolutiva e temos muito a melhorar.
     Se nos propusermos a tentar implantar em nosso dia-a-dia essa harmonia entre o que pensamos, o que fazemos e o que dizemos, certamente já teremos feito inegável progresso e poderemos contribuir de forma muito mais efetiva para o nosso melhoramento particular assim como para que toda a humanidade encontre maior harmonia. Essa escolha por uma plena coerência em cada um dos contextos de nossas vidas pode não ser – à primeira vista – a mais simples, mas certamente será a que trará maior satisfação a curto, médio e longo prazo.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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