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Ponderações necessárias

Ponderações necessárias

Quase todos nós guardamos em nossa memória algumas situações em que reagimos de forma impensada e desmedida a uma determinada situação. Ao assim fazermos, além da magoarmos outras pessoas, machucamos a nós mesmos posto que no mais das vezes acabamos por nos arrepender de nossa reação explosiva e que dificilmente será remediada.

Muitos trazem consigo uma série de arrependimentos por escolhas erradas que fizeram e que acabaram lhes prejudicando em sua trajetória.

A maioria também deve se recordar de alguma situação específica em que tenha se revoltado contra a vida por se sentir injustiçado ou particularmente prejudicado sem se aperceber de que se tratava de uma provação necessária à sua evolução e que certamente o que estava colhendo era resultado direto do que havia semeado em momentos pretéritos.

É comum nos revoltarmos contra aquilo que não compreendemos. É também fácil alcançarmos que quanto mais turva e limitada for nossa visão sobre uma determinada questão, piores serão as decisões que conseguiremos tomar, posto que os elementos necessários para uma correta avaliação não estavam ao nosso alcance.

Ao refletirmos um pouco sobre a vida, sobre nós mesmos e sobre a nossa condição enquanto encarnados, pouco a pouco vamos fazendo várias percepções preciosas, que nos possibilitam viver de uma forma mais tranquila, harmônica e serena.

Notamos, por exemplo, que não há sentido em estarmos constantemente exasperados e que quanto melhor nos conhecermos a nós mesmos, maior será o controle que exerceremos sobre nossas emoções e atitudes.

Percebemos que não há razão para pressa ou ansiedade, posto que tudo acontecerá no momento oportuno eis que sempre há de prevalecer a Lei de Deus que é da mais extrema Justiça.

Aprendemos a evitar quaisquer tipos de excessos eis que invariavelmente eles trarão efeitos deletérios e nos afastarão do equilíbrio que tanto almejamos.

Procuramos cada vez mais ser extremamente cautelosos em nossas avaliações, especialmente quando nossas decisões envolverem outras pessoas, a fim de evitarmos prejudicar quem quer que seja.

Nos acostumamos a exercer nosso livre-arbítrio de forma mais madura e sensata, assumindo já de antemão a plena responsabilidade pelo caminho que optamos por seguir.

Alcançamos que a experiência da nossa encarnação consiste apenas em mais um capítulo do livro de nossas vidas e que cabe exclusivamente a nós escrevê-lo da melhor maneira possível.

O que ainda falta a muitas pessoas é justamente fazer essa reflexão essencial sobre as razões de ser da existência, sobre quem realmente somos, a nossa origem, a nossa destinação ou mesmo sobre qualquer outra questão de ordem transcendental. Sem reflexão não há transformação, e nem aprendizado, e nem melhora, e nem merecimento, e nem felicidade.

Enquanto teimarmos em nos ater unicamente a questões comezinhas e superficiais e continuarmos a tentar compreender a realidade somente com os limitados olhos da matéria, possivelmente nossas vidas continuarão a ser regidas por antagonismos e contradições, por respostas parciais e evasivas, por questionamentos de pouca relevância e por um sem número de frustrações.

Há coisas que simplesmente não podem ser impostas, tem que ser vivenciadas por cada um. A transformação efetiva é aquela que ocorre de dentro para fora e não há outra forma de se despertar a consciência para a realidade espiritual.

Cada qual a seu tempo, em algum momento todos farão tal percepção e tais ponderações. Fica aqui o convite para que não deixemos o nosso tempo passar de modo que possamos o quanto antes passar a refletir de forma mais detida sobre nós mesmos, a vida, a sociedade, o mundo e o Cosmos.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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