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QUANDO SOFRER INJUSTIÇA

QUANDO SOFRER INJUSTIÇA

Ninguém pode alcançar o espiritual se o espiritual nele não entrar – se não entrar, portanto, o reino do amor, da verdade, da paz, da caridade, do trabalho, da dignidade, do perdão, do desprendimento, do bem e da justiça.

É preciso perceber Deus no aceno triste da despedida, tanto quanto no aconchegante abraço do amigo.

O homem que vive a força da unidade creatura-Creador sente Deus fora e dentro de si – descobre-O por toda a parte. É feliz, bondoso, compreensivo, sabe renunciar sem nunca agredir o próximo; tem elegância sem arrogância, humildade sem subserviência, dignidade sem ameaça.

O ser humano enxerga a pessoa, o mundo, as coisas, no seu prisma, de acordo com o que ele é; ele projeta no existente material o colorido do seu interior.

No trânsito provisório da escolaridade da Terra, o homem não pode descurar de fazer autoconhecimento. Só assim conseguirá a dinâmica da renovação de ideias, vivendo a atmosfera plena de quem ele é, sem medo, angústias ou ressentimentos.

Seja fiel ao seu próprio ser e nenhuma tempestade, acontecimento bom, ou mau, poderá instabilizar a sua caminhada evolutiva.

Guarde silêncio, medite, faça reflexão e você perceberá que a injustiça está sensibilizando o seu ser à liberdade consciente. Lembre-se de que perdoar significa esquecer a ofensa, portanto não se deve referir ao perdão, nem usá-lo, para promoção pessoal. Cada um recebe o peso que pode carregar. Coragem, a aurora do novo dia está chegando.

Importa muito a você, que busca equilíbrio, viver com serenidade, sem revoltas, com vigor, em todas as experiências do cotidiano.

Caro irmão, não estranhe os terremotos no trânsito terreno. Lembre-se que só é feliz quem compreende a vida, e só vive a vida quem passou pela porta abençoada do sofrimento.

É paradoxal, porém é necessário compreender que, no curso terreno, a alegria, a felicidade e o poder, quanto mais os procuramos, mais se distanciam de nós;  quanto mais os prendemos, queremos conservá-los conosco, mais cedo diluem-se em nossas mãos.

Meu bom amigo, quem vive como deve está sempre fazendo o bem a si mesmo, na pessoa dos outros; vive a vida em toda a plenitude, como emissário do Evangelho do Amor. Nada teme, é feliz, muito feliz.

O homem espiritualizado é humilde, paciente, sóbrio, administra com justiça e caridade o cotidiano, exercita a fé no Creador, com consciência crítica; não maldiz a incompreensão, os desencontros, aceita com tranquilidade o que não pode mudar. Está sempre pronto para fazer o melhor, amando incondicionalmente o próximo.

Serenidade, paz, evolução.

Texto extraído do livro
Na luta do cotidiano, A força do amor

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