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Refletindo sobre Deus

Refletindo sobre Deus

     Por se tratar de um tema tão profundo e complexo, a maior parte das pessoas tem grande receio de refletir um pouco mais sobre o assunto e aparentam se satisfazer com as explicações figurativas, pasteurizadas e sobremodo singelas trazidas em outras épocas e repetidas à exaustão por Seus auto-proclamados representantes exclusivos na Terra. Muitos chegam a acreditar que esse tipo de reflexão seria um tabu e que não seria ‘visto com bons olhos’ pelo Creador uma eventual tentativa de melhor compreensão da deidade.
     No outro extremo, notamos a existência de um crescente contingente de pessoas que – talvez fartas com as vetustas e deslocadas respostas trazidas por determinadas religiões – optam por simplesmente bloquear qualquer reflexão sobre Deus, simplesmente renegando-O.
     Entendemos que um repensar constante da noção que fazemos de Deus é algo salutar e da mais extrema importância para nos aprofundarmos cada vez mais na forma como apreendemos a realidade. Ao nos determos sobre uma melhor compreensão do princípio que criou e mantém a unidade em todo o Cosmos, conseguimos alcançar uma melhor sintonia com a totalidade e passamos a desempenhar de uma forma muito mais completa e coerente aquilo a que nos propusemos na presente encarnação.
     Esse alcance é algo absolutamente particular e não pode ser imposto por quem quer que seja. Cada um a seu tempo, segundo o seu possível e a  sua vontade, fará o seu próprio alcance, o que possibilitará um melhor aproveitamento desses entendimentos realizado de forma meritória.
     Um bom caminho para encetarmos nossas próprias reflexões seria iniciarmos seguindo os passos de alguns dos grandes capacitores que já passaram pela Terra e que ousaram tornar públicos seus entendimentos sobre o tema. Ao seguirmos as pegadas desses indivíduos de escol e nos apoiarmos nos ombros desses gigantes, conseguiremos enxergar muito mais além e, se possível, poderemos trilhar novos caminhos a partir do ponto previamente alcançado pelos que nos antecederam.
     Não há ideias a serem deixadas de lado, desde que saibamos analisá-las com o necessário espírito crítico, fazendo o cotejo com as demais propostas que já chegaram ao nosso alcance, de forma que possamos construir o nosso próprio entendimento de Deus.
     Tal alcance também não se faz somente por ideias, mas pelo exemplo; não se resume a teorias, mas deve ser feito na prática. Fé e razão devem sempre caminhar juntas para conseguirmos seguir adiante em nossas reflexões.
     Jamais podemos olvidar de que a centelha do Creador reside no íntimo de cada um de nós e que esse alcance se faz também pelo autoconhecimento. Bem se vê que são inúmeros os mesmos de fazermos essa reflexão e que ela será tanto melhor quanto maior for a nossa capacidade de conjugar cada um deles.
     Não é só porque a temática é complexa que deva ser evitada ou ignorada. Todo nós nos tornaremos pessoas muito melhores se nos esforçarmos em pelo menos tentar nos aprofundar em tal reflexão, com a certeza de estarmos sempre fazendo o nosso melhor possível.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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