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Serendipidade

Serendipidade

     Ao sermos creados como individualidades inteligentes – ou seja, espíritos, cada um de nós está em um idêntico grau de simplicidade e ignorância. A partir daí, segundo as Leis de Progresso e Justiça, adentramos em um ciclo perene de aprendizado e evolução os quais serão alcançados na exata medida do mérito de cada um.
     Assim como um projétil disparado, esse caminhar é sempre adiante, obrigatoriamente no sentido do progresso, de um lento e gradual melhoramento, não se podendo falar em estagnação ou involução. A forma como esse aprendizado se dará – pelo amor ou pela dor, lenta ou velozmente, etc. – depende exclusivamente de nossas escolhas e ações, as quais se encadeiam intrinsecamente com toda a sistemática Cósmica.
     Para que possamos potencializar ao máximo o aproveitamento da presente oportunidade reencarnatória visando alcançar aquilo a que nos propusemos para esta encarnação, há determinados pontos que são de suma importância e merecem especial atenção.
     Um deles é o autoconhecimento. Se tenho dificuldade de saber quem sou, a que me propus e quais os meus limites e potencialidaes, parece óbvio que as chances de se chegar às cegas a algum lugar diminuem drasticamente.
     Outra questão de grande relevância seria tentarmos compreender e aplicar em nossas vidas os bons exemplos de virtude e elevação espiritual trazidos pelos grandes capacitores que já passaram pela Terra, dentre os quais o maior deles foi Jesus. Se formos capazes de aplicar em nosso dia-a-dia esse código moral trazido por Jesus, evidentemente estaremos fazendo grande progresso.
     Devemos também manter nossas mentes sempre abertas ao novo, a todo momento ávidas por aprender e fazer novas descobertas à luz da filosofia, da ciência e da religião. Ora, se o nosso propósito maior é sempre de aprendizado e evolução, certamente que este é o caminho que devemos perscrutar não havendo qualquer razão para nos fecharmos em posturas dogmáticas ou simplesmente – no mais das vezes por preguiça – deixarmos de aprender. A pessoa que deixa de criar em sua vida espaço para o novo, para o constante aprendizado, fica datada, se congela em uma visão de mundo rígida e anacrônica que lhe impede seguir em frente tanto quanto lhe seria possível.
     O anglicismo ‘serendipidade’ designa as relevantes descobertas realizadas aparentemente de forma fortuita quando seguíamos em busca de alguma outra coisa. Estas descobertas inesperadas não ocorrem ao acaso e se devem a algumas características presentes somente naqueles que têm a mente aberta ao novo, que possuem essa firme vontade de buscar aprender mais e mais, tais como argúcia e uma apurada capacidade de observação.
     Se soubermos nos manter ávidos por novos aprendizados permanecendo com a mente sempre aberta para novas ideias e novas conclusões, estaremos potencialmente aumentando o grau de ‘serendipidade’ em nossas vidas, melhorando as chances de fazermos importantes descobertas que poderão beneficiar a nós mesmos e quiçá a toda a humanidade.
     Há uma frase lapidar do Dr. Albert Einstein apontando que “a mente que se abre para uma ideia nova jamais retorna ao tamanho original”. Ou seja, se quisermos expandir nossos horizontes fazendo uma percepção cada vez mais ampla e profunda da realidade é essencial que estejamos dispostos a abrir nossas mentes e seguir firmemente em busca de aprendizado sempre fazendo uma minudente leitura de mundo e um segundo olhar sobre a vida, imbuídos de forte juízo crítico e da humildade necessária para constantemente repensarmos o pensado em busca do novo.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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