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Sobre os ombros de gigantes

Sobre os ombros de gigantes

A Doutrina dos Espíritos trabalha como um de seus principais fundamentos com a ideia de uma Lei de Progresso mediante a qual todos nós – tanto individualmente quanto coletivamente – tendemos sempre a evoluir, a alcançar um máximo grau de perfectibilidade possível ao longo de incontáveis encarnações, na exata medida de nossos méritos.

Evidentemente que ao falarmos em evolução, não podemos fixar nossos pensamentos exclusivamente no porvir, imaginando que estes ‘dias melhores’ virão de forma automática, sem que nossos esforços e nosso merecimento tenham concorrido diretamente para tanto.

O êxito que alcançamos em nossa jornada será sempre proporcional ao esforço que fizermos no sentido do bem, das virtudes, da fraternidade e do conhecimento. Ao fazermos essa percepção, notamos que somos nós os responsáveis pelo caminho que optamos por seguir e pelas consequências decorrentes de cada uma de nossas escolhas, sendo necessário a todo instante uma autoavaliação que permita corrigirmos a rota de nossas vidas.

A boa notícia é que não estamos sozinhos nessa empreitada. Ao longo da história da humanidade já passaram pela Terra inúmeros capacitores que foram responsáveis por promover grandes mudanças nas mais diversas áreas do nosso conhecimento. Certamente temos muito a aprender com o exemplo e os ensinamentos deixados por cada um desses espíritos pontuais que souberam exercer de forma intensa o sentido missionário que lhes incumbiu.

Além de nos voltarmos ao nosso interior e fazermos autoconhecimento, talvez a melhor forma de caminharmos de forma mais intensa em direção ao nosso progresso seria – cada um a seu tempo e de acordo com o seu possível – procurarmos conhecer e compreender o pensamento e o caminho traçado esses grandes pontuais que já passaram por aqui e deixaram sua marca indelével na história da humanidade.

Com isso, seremos capazes de compreender melhor muitas coisas, além de termos uma inesgotável fonte de aprendizado, inspiração e belíssimos exemplos de esforço e dedicação à causa da humanidade.

Em correspondência trocada com um colega (e rival) no Século XVII, o cientista inglês Isaac Newton (um desses poucos que foram capazes de marcar um divisor de águas na história da humanidade, particularmente na física e na matemática) fez a seguinte colocação:

– “Se enxerguei mais longe que outros homens, foi porque me ergui sobre os ombros de gigantes.”

A modesta assertiva do célebre cientista denota o profundo respeito que ele nutria pelos grandes pensadores e estudiosos que o antecederam, além de demonstrar a necessária relação existente entre qualquer progresso que façamos tanto no sentido particular quanto no social.

Para podermos intensificar o nosso próprio progresso e contribuirmos com o nosso quinhão para a evolução da humanidade, se faz essencial que procuremos ao máximo nos instruir com o pensamento e compreender a trajetória desses ‘gigantes’ que já passaram pela Terra e ajudaram a moldar nossa forma de pensar e agir.

Se formos capazes de conjugar essa perspectiva espiritual que o Espiritismo nos propicia com o alcance ao menos de uma parcela dos ensinamentos trazidos por alguns dos grandes capacitores que já passaram pela humanidade nas mais diversas searas do conhecimento, certamente conseguiremos enxergar mais longe (eis que apoiados nos ombros de gigantes) e conseguiremos seguir de forma cada vez mais intensa no sentido de nosso progresso.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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