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Sou a unidade do ser

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Eu sendo eu, procurei-me nos outros.
Quanto mais me distanciava, mais me desconhecia.
Parecia-me que ficava forte… na verdade, era fraco.

Recebia elogios – não sabia que significavam a negação do que eu era.
Caminhava e não saía do lugar; falava e nada dizia.
Reproduzia conhecimento e não fazia vida; era alegre sendo profundamente triste; chorava para sorrir.

Quando afirmava o vermelho, era porque o meu interior era verde.

Percorria grandes distâncias todos os dias, para, todos os dias, não sair, absolutamente, do mesmo lugar.

Na busca intensificada da verdade, fazia a mentira.

Que resultados trágicos para compreender!
Pois o pequeno me parecia grande, o branco, preto;o rico, pobre; o poderoso, indigente.
Que interessante: quanto mais eu saía de mim, mais forte parecia que eu ficava – para os outros.
No entanto, a fraqueza, a debilidade, eram, por inteiro, meu ser; pois eu era o que não podia ser.

Eu podia ser o que não era, eu fazia o que não sabia, eu sabia o que não fazia.
Sendo assim, fui a negação para me afirmar, procurando na afirmação, a identidade.

Sendo aquilo que eu não queria ser, consegui ser o que eu era.
Sendo o que eu era, fui o meu interior.
Só assim consegui caminhar, ficar longe de mim, sendo eu mesmo no universo de todos.

Em síntese, alcancei a unidade: sou.

Pelo Espírito Antonio Grimmm psicofonado por Maury Rodrigues da Cruz
10 de março de 1995

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Sobre o Autor

Nelson José Wedderhoff

Nelson José WedderhoffEngenheiro Eletrônico; Professor Acadêmico na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas; e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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