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Todos merecem a felicidade

Todos merecem a felicidade

     Se pudéssemos sintetizar em apenas uma palavra o que cada ser humano mais deseja, temos certeza de que a resposta mais citada seria a tal felicidade. Cada qual do seu jeito e segundo o seu alcance das coisas, vai sempre procurar a cada instante ser mais feliz do que no momento anterior.
     Não é difícil perceber que parte dos que se dizem infelizes têm a falsa compreensão de que poderiam se comprazer no TER, descurando do SER, e que a felicidade lhes pode ser enxertada de fora para dentro. Enganam-se, contudo! Exatamente por estarem procurando no lugar errado, jamais conseguirão alcançar a verdadeira felicidade…
     Já tivemos a oportunidade de dizer alhures que a felicidade não se define pela posse ou ausência de bens materiais, mas sim por um estágio interior de equilíbrio e serenidade que é construído de forma gradativa, na medida em que melhor vamos compreendendo a nós mesmos e aos mecanismos da existência.
     Outro equívoco bastante comum é tentarmos condicionar a felicidade de outrem às lentes que nos são próprias, ao nosso alcance possível, aos valores e conjunto de conhecimentos que fomos capazes de alcançar. Boa parte das desavenças já registradas na história da humanidade (talvez até a sua integralidade) se deveu à intolerância de alguns ante a diversidade de culturas, de compleições, de opções religiosas, de orientações sexuais, de opiniões, etc.
     Não é possível ainda termos tanta dificuldade em tolerar os outros em suas escolhas e peculiaridades. Nossa passagem pela Terra é propositadamente permeada por uma imensa diversidade de vivências e encontros, pois é exatamente através dessa multiplicidade que faremos melhores aprendizados, e que poderemos efetivamente colocar em prática aquilo que efetivamente nos propusemos a fazer na presente encarnação.
     Independentemente das escolhas e limitações de cada um, todos têm o direto fundamental a uma vida digna e plena de felicidade e nenhum de nós tem o direito de tentar impor limites em tal busca. A única – e a mais efetiva – medida a ser adotada é a da regra de ouro da moral, qual seja, não fazermos aos outros o que não gostaríamos que fizessem a nós mesmos.
     Ora, como todos queremos ser felizes, sem interferências, também não nos é dado perseguir e maltratar os que pensam e agem de forma diferente da nossa, impedindo-os de alcançarem, a seu modo, a felicidade.
     Evidentemente que isso não impede um sadio e respeitoso embate de ideias. O que não se pode admitir é que se combatam pessoas, assim simplesmente, por um excessivo apego a um determinado modo de agir que se julgue o único correto.
     As pessoas de bem não podem nutrir pensamentos discriminatórios e intolerantes. Devem, pelo contrário, aprender a aceitar a todos e respeitar suas opções, ainda que não partilhem de orientação semelhante. Acima de qualquer outra coisa, devemos sempre preservar a pessoa humana em sua dignidade e no inextrincável direito que todos temos à felicidade.
     Se queremos tanto ser felizes, não podemos nunca esquecer de respeitar ao próximo em seu igual direito.
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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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