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Um novo começar

Um novo começar

A cada ano que chega ao fim, temos uma importante ocasião de realizar uma salutar avaliação de tudo aquilo que pudemos aprender ao longo dos últimos doze meses, das oportunidades que tivemos de fazer crescimento, de exercer a tolerância e a indulgência, de praticar a caridade, de buscar novos conhecimentos, de dividir com o nosso próximo um pouco daquilo que já aprendemos, etc.
Mais do que isso a época também é sobremodo propícia para que façamos um balanço de todos os desafios que surgiram nas mais diferentes searas de nossas vidas ao longo do ciclo que se encerra. Certamente todos puderam experienciar diversos momentos tanto de baixios quanto de cumeadas e cada um deles serviram como uma importante semeadura para que hoje e doravante possamos colher os frutos daquilo que viemos plantando até aqui.
Para os momentos difíceis, a Doutrina dos Espíritos nos mostra que não há sentido em pensá-los como castigos ou punições. Ao invés de pensarmos em ‘problemas’ entendemos ser muito mais coerente pensarmos essa situações difíceis como ‘desafios’, como ‘oportunidades’ de grandes aprendizados e correção de rotas. Certamente a forma como encaramos essas provações pelas quais todos passamos ao longo de nossa estadia na Terra faz toda a diferença para que a situação se solucione da melhor maneira possível.
Além desse importante olhar para trás, dessa necessária avaliação de nossas atitudes ao longo do período que passou, o momento é também de nos prepararmos para o novo ciclo que irá se iniciar. Como já tivemos a oportunidade de dizer alhures, só teremos condições de chegar a algum lugar se soubermos aonde pretendemos ir. Do contrário, estaremos fadados a seguir sempre boiando na direção em que a correnteza nos carregar e dificilmente faremos algum proveito da jornada.
Se quisermos nos abeberar da água mais pura, muitas vezes é preciso remar firmemente rio acima contra a correnteza, e para assim procedermos é fundamental que tenhamos um objetivo e um plano de ação bem traçados.
Evidentemente que essas resoluções de ano novo que todos nós certamente já realizamos em ocasiões pretéritas não devem se limitar a meras promessas tolas ou a simplesmente se seguir tradições e rituais de boa sorte no momento da passagem de ano.
Devemos nos propor a, com a mais extrema seriedade, realizar um solilóquio, uma conversa conosco mesmos, no sentido de que cada um em seu particular possa fazer essa análise de suas limitações e suas potencialidades, seus acertos e seus equívocos, seus pontos fracos e fortes, de modo que as resoluções, as metas a serem traçadas sejam perfeitamente tangíveis conquanto suficientemente desafiadoras.
Por certo que essa avaliação de nossas atitudes e esse tracejar de metas e planos de ação para o porvir não deve acontecer somente uma vez ao ano, o ideal é que nos habituemos a fazê-lo com frequência, tendo como meta assim procedermos ao término de cada dia, tal como fazia Agostinho de Hipona.
De qualquer forma, nada impede que aproveitemos o término desse ciclo do calendário para fazermos uma auto-análise mais completa e detalhada de modo que possamos aprimorar nosso projeto-político-pedagógico-pessoal de forma contundente.
Desejamos a todos um ano-novo repleto de realizações, aprendizado e desafios a superar. Que saibamos manter sempre uma postura serena e equilibrada a cada instante de nossas vidas e que tenhamos coragem, paciência e determinação para enfrentarmos da melhor maneira possível tudo aquilo que for útil à nossa jornada evolutiva.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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