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Vai começar a partida

Vai começar a partida

Na medida em que o momento da convocação se aproximava, a apreensão e a ansiedade cresciam em muitos deles. Havia alguns que tinham certeza da importância do momento e do relevante papel missionário pontual que haveriam de desempenhar. Outro grupo ainda estava apreensivo com tantos desafios que estavam por vir, mas daquela vez estavam dispostos a dar o seu melhor. Sabiam que aquela era a Lei e que ainda haveriam de ir a campo mais um sem número de vezes, tantas quanto necessário para que o aprendizado ocorresse em sua plenitude.
Era hora de colocarem em prática tudo de novo que haviam alcançado, era o momento de, naquele campo, darem tudo de si para repararem as arestas do passado e usarem aquela oportunidade para evitar insistir nos mesmos erros de outrora. À primeira vista podia até não parecer, mas aquele campo seria palco de intrincados desafios e a história a ser ali desempenhada não estava escrita em lugar nenhum.
Cada qual tinha o seu projeto reencarnatório, as suas tarefas a desempenhar segundo seu merecimento e suas necessidades. Contudo, o placar final era ainda uma incógnita posto que havia um ingrediente específico – o livre-arbítrio – que era capaz de alterar o balanço de toda a equação. O saldo final seria certamente positivo dado que era impossível retroceder ou estagnar. Ainda assim, haveria a cada instante um sem número de oportunidades de fracasso em decorrência de más escolhas ou mesmo de inércia.
Era preciso que eles fossem fortes para superar os obstáculos e não perder o foco após entrarem em campo. É certo que para iniciarem aquela encarnação, haveriam de vestir o véu do esquecimento, que não lhes permitiria lembrar integralmente de seu histórico pregresso, mas somente daquilo que fosse essencial para aquela partida de modo que não se descuidassem do que realmente importava. Ainda assim, jamais deixariam de ser eles mesmos e precisariam constantemente se avaliar se auto-conhecer, se encontrar e aprender a fazer presença no presente para que pudessem realizar projetos para o futuro.
Após a convocação e a preparação, era chegada a hora de iniciar a partida. Alguns se deslumbrariam com o brilho dos holofotes e perderiam o foco de seus objetivos iniciais. Outros se deixariam levar pelo clamor da torcida e seguiriam o caminho curvilíneo do culto às aparências e ao efêmero. Haveria ainda os que, pelo simples medo do fracasso, jogariam uma partida insossa e completamente apagada, deixando de desenvolver todo o seu potencial.
Por fim, haveria os que em algum momento fariam a percepção do que realmente importa e de quais deveriam ser os seus objetivos para alcançarem êxito naquela oportunidade encarnatória. Ao fazerem o despertar de suas consciências para a realidade espiritual e para os mecanismos do progresso, conseguiriam desempenhar seus papéis de forma primorosa, quiçá contagiando a muitos outros para que jogassem ao seu lado. Com isso, ao fazerem essa importante transformação, sairiam certamente vitoriosos do campo ao final da partida, com a consciência do dever cumprido, e ávidos pela próxima convocação.
Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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