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Verdade libertadora

Verdade libertadora

Uma das principais Leis que regem o Cosmos é a chamada Lei de Progresso mediante a qual nos é dado perceber a ligação e a continuidade evolutiva que há entre todas as coisas. Se em outras épocas enxergávamos a realidade com outras lentes e de uma forma ainda muito mais restrita, isso se dá em virtude das limitações que tínhamos em termo de alcance científico e cognitivo.

Daí porque insistirmos na necessidade de – cada qual a seu tempo e de acordo com o seu possível – procurarmos ao máximo o aprendizado e a reflexão, pois só assim estaremos aptos a contribuir com uma visão cada vez mais ampla e precisa da realidade e das razões de ser de nossa existência.

A análise e o estudo da essência do pensamento das civilizações que nos antecederam bem como das demais culturas hoje existentes contribuem sobremodo para que possamos melhor compreender a nossa própria cultura e a nossa gênese espiritual.

Essa visão de conjunto também é importante para percebermos que várias questões que outrora foram tidas como verdades absolutas acabaram sendo integralmente substituídas por novas visões cada vez mais precisas e coerentes trazidas por capacitores pontuais responsáveis por, de tempos em tempos, revelar à humanidade novos rumos na senda do progresso.

Para exemplificarmos esse caráter progressivo do alcance que fazemos da verdade, vejamos alguns dos ensinamentos trazidos por Jesus:

  • “Não julguei que vim abolir a lei e os profetas; não os vim abolir, mas completar” (Mateus, 5: 17)
  • “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João, 8: 32)
  • “Muitas coisas ainda tenho que vos dizer; mas não as podeis suportar agora. Quando, porém, vier aquele, o Espírito da verdade, que lhes ensinará toda a verdade. Pois não falará de si próprio; mas dirá o que ouve, e anunciar-vos-á o que está por vir.” (João, 16, 12-13)

Bem se vê que mesmo o Cristo, do alto de sua imensurável magnanimidade e elevação espiritual, deixou claro aos seus contemporâneos que as lições que trazia serviriam para despertar suas consciências sem, contudo, implicar em simples negação aos ensinamentos trazidos antes dele ou esgotar tudo aquilo que havia para ser dito, posto que de nada adiantaria tratar de temas que à época a humanidade ainda não estava preparada para compreender.

É exatamente por isso que devemos manter sempre a mente aberta ao pensamento novo, de nada adiantando nos limitarmos a seguir visões vetustas e dogmáticas que não são capazes de nos instigar a perceber a harmonia que há em todos os aspectos de nossa cultura – o científico, o filosófico e o religioso.

Somente seremos capazes de encontrar harmonia e felicidade verdadeiras em nossas vidas se conseguirmos nos libertar de quaisquer pensamentos opressivos, dogmáticos e fragmentados Só assim conseguiremos seguir firmemente em nossa incessante busca pela verdade.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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