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Viver e sofrer nossas convicções

Viver e sofrer nossas convicções

     Ao longo de nossa estadia na Terra, somos constantemente instados a nos posicionar sobre os mais diversos temas, nas mais variadas situações. A cada escolha realizada descortina-se um imenso leque de novas possibilidades, sendo irrefutável que colheremos na exata medida daquilo que tivermos plantado. Ou seja, são nossas escolhas, e não o acaso ou o destino que determinam cada um dos desdobramentos de nossa trajetória de vida.
     A qualidade dessas escolhas será diretamente proporcional ao grau de consciência – tanto de nós mesmos quanto da realidade e das razões de nossa existência – que tivermos atingido quando do surgimento de cada desafio. Logo, é fácil percebermos que ao invés de aguardarmos passivamente que nossas escolhas sejam todas elas orientadas e julgadas por outrem – seja essa pessoa encarnada ou desencarnada – devemos nos conscientizar de que somos nós, segundo o nosso livre-arbítrio, os juízes de nossas consciências, integralmente responsáveis por nossos erros e acertos.
     O espírito Leocádio José Correia, através de mensagens psicofonadas na SBEE (Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas) através do médium Maury Rodrigues da Cruz, constantemente nos rememora de que na vida é preciso que saibamos viver e sofrer as nossas convicções. Dessa assertiva, aliada a todo o arcabouço de conhecimento espírita, conseguimos depreender que o primeiro – e quiçá mais relevante – passo a ser dado é o de identificarmos quais são as nossas convicções.
     É preciso que tenhamos desde logo firmeza em saber em que acreditamos e por que optamos por seguir nesta senda dentre tantas outras rotas que poderíamos ter tomado. Aí que entra a tão relevante necessidade de nos autoconhecermos para que as nossas escolhas possam ser sempre racionais e conscientes.
     Não menos relevante é a necessidade de termos a humildade de fazermos uma correção de rota quando percebermos que nossas escolhas pretéritas não nos levaram ao melhor caminho possível.
     É importante que estejamos a todo instante nos questionando e nos reposicionando de forma que possamos burilar nossas convicções adequando-as aos novos aprendizados e novas percepções que vamos realizado a cada passo de nossa caminhada. De nada adianta nos fecharmos com as ‘verdades’ já alcançadas ou seguirmos uma postura dogmática se a todo instante a humanidade está avançando e fazendo novas descobertas, se o nosso alcance da verdade está sempre se aprofundando.
     Precisamos aprender a ter a mente sempre aberta ao novo sem descurar daquilo que fundamenta nossas convicções, daquelas questões mais profundas que servem de sustentáculo para todo o resto.
     Seguir com a maioria por mera comodidade pode parecer a escolha mais fácil, mas nem sempre é a mais acertada. Muitas vezes é necessário que as pessoas de bem tenham a coragem necessária para se posicionar de maneira veementemente contrária ao caminho desviante seguido por uma maioria incauta para que as retilíneas convicções se façam prevalecer ante as curvilíneas convenções da Terra.
     Por óbvio que caminhar sempre no sentido das virtudes, do bem e da compreensão da realidade por um viés espiritual não é necessariamente (pelo menos à primeira vista) o caminho mais tranquilo. Contudo, se soubermos manter a firmeza de nossos propósitos, vivendo e sofrendo nossas convicções, fazendo sempre de nossas próprias vidas o reflexo daquilo que almejamos, certamente estaremos construindo uma existência mais plena, coerente e harmônica.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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