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A regra de ouro

Em nosso cotidiano, costumamos em vários momentos apresentar uma certa hesitação quando da necessidade de tomada de determinadas decisões. Não raro, postergamos ao máximo a escolha do caminho a ser seguido às vezes na melhor das intenções, justamente por não conseguirmos mensurar os efeitos que nossas atitudes poderão desencadear. Muitas vezes, chegamos a ter dificuldade em discernir o certo do errado, e essa total falta de um referencial moral traz consequências absolutamente terríveis para todo o meio, prejudicando diretamente nossa trajetória de progresso.

Evidentemente que em uma sociedade extremamente complexa como a nossa a tomada de decisões – sejam elas quais forem – envolve uma grande multiplicidade de variáveis e a pessoa que se diz prudente deve tentar sempre ponderar o maior número delas a fim de otimizar os resultados dali decorrentes. Contudo, essa prudência não pode deturpar-se em inação, pois isso seria absolutamente terrível tanto do ponto de vista pessoal quanto social.

Surgem aí questões extremamente interessantes: será que é assim tão difícil encontrarmos um referencial moral que possa ser razoavelmente compreendido por qualquer indivíduo e suficientemente aplicado a todas as situações indistintamente? Será que seríamos capazes de criar tal referencial? As diferenças existentes entre as várias culturas e vertentes religiosas não seria um impeditivo para buscarmos esse ponto em comum?

Afinal, como devemos pautar nossas vidas a fim de seguirmos o caminho do bem?

A boa notícia é que ao nos debruçarmos sobre tais questionamentos e buscarmos esse sentido no qual devem se pautar absolutamente todas as nossas atitudes, percebemos até com certa facilidade que a resposta que procuramos é em verdade bastante simples e já nos foi apresentada desde há muito.

Em absolutamente todos os sistemas morais e religiosos, surgidos em quaisquer períodos históricos e regiões geográficas, podemos encontrar uma mesma regra basilar, qual seja, ‘NÃO FAÇA COM O OUTRO AQUILO QUE NÃO QUER PARA SI MESMO’.

O fato de tal aforismo ser comum a todos os sistemas bem demonstra que não se trata de uma construção de determinada cultura, mas sim de um aspecto inerente à própria natureza do ser humano, algo que compõe a nossa essência e não pode ser extirpado ou anulado.

Justamente por tratar-se de um princípio universal, reafirmado em todos os textos considerados sagrados por determinadas culturas assim como nas ideias trazidas por todos os grandes capacitores da humanidade é que tal sentença é conhecida como ‘a regra de ouro da moral’.

Ora, se a regra é tão singela e já nos vem sendo trazida e repetida desde a autora da civilização, por que será que temos tanta dificuldade de aplicarmos em nosso dia-a-dia?

Em primeiro lugar, devemos enfatizar sempre a importância do autoconhecimento. Para que a pessoa possa bem pautar suas decisões, deve minimamente buscar antes de qualquer coisa conhecer-se a si própria. Somente assim poderá delimitar objetivos de forma clara, bem como um plano de ação para atingi-los. Nunca é demais destacar que aquele que não sabe aonde quer chegar, dificilmente chegará a algum lugar.

Ademais, há que se ter em mente a necessidade de termos coragem para tomarmos as decisões que precisam ser tomadas, bem como paciência para colher os resultados no tempo certo e determinação para seguirmos sempre na senda do bem, haja o que houver.

Considerando que o significado máximo de nossa estada aqui na Terra é justamente o de fazermos aprendizado, é evidente que o alcance das lições necessárias pressupõe a realização de escolhas, a tomada de decisões. E a melhor forma de mensurarmos qual o caminho ideal a ser seguido, é justamente a partir da constante avaliação dessa dita regra de ouro.

O desafio está lançado (e como vimos, faz muito tempo). Cabe, pois, a cada um de nós a responsabilidade de a todo instante lembrarmo-nos dessa regra para pautar todas as nossas ações e com isso seguirmos intensamente no sentido do bem e da harmonia.

 

 

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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