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As perguntas certas

As perguntas certas

É relativamente comum encontrarmos pessoas que julgam ter resposta pronta pra absolutamente tudo. Creem-se detentoras de verdades absolutas e não aceitam ser questionadas nesses dogmas por si estabelecidos. Pode até ser que tenham feito uma percepção mais alongada em um determinado segmento de conhecimento (usualmente naquele ligado à sua atuação profissional), mas se enganam ao julgar que essas respostas relativas que conseguiram alcançar seriam suficientes para compreender a fundo toda a realidade.

Essa empáfia decorre de uma visão extremamente limitada e fragmentária da realidade e, a médio prazo, traz consequências ruins, posto que esses indivíduos deixam de realizar o aprendizado e o crescimento que lhes seria necessário.

O equívoco existente nessa falsa ideia de que algum de nós seria detentor de respostas absolutas e perfeitas torna-se facilmente perceptível ao nos depararmos com a imensa velocidade com que a humanidade vem alcançando novos conhecimentos e novas percepções. Em um mundo em constante evolução, aquele que se fecha para novas ideias por julgar que as que já tinha anteriormente lhe são mais do que suficientes, está certamente em grande desvantagem, pois em pouco tempo terá ficado pra trás.

De pouco vale nos especializarmos à exaustão em um determinado segmento de estudo, sem que tenhamos uma percepção do todo, que nos possibilite transitar entre as várias áreas do conhecimento apontando suas similitudes e conexões.

Devemos a todo momento procurar ter a mente aberta para o novo, buscando ter a humildade necessária pra encontrar respostas diferentes, mais precisas e coerentes, a qualquer instante. Para encontrarmos tais respostas, devemos manter sempre em voga nosso espírito investigativo a fim de fazermos constante leitura de mundo e encontrarmos em cada detalhe, em cada nuance, uma possibilidade de ampliarmos nossa visão e sempre enxergarmos a realidade de uma forma cada vez mais harmônica, sempre respeitando a diversidade e buscando em cada um o seu melhor.

Daí porque o Espiritismo ter como base Ciência, Filosofia e Religião, posto que somente através da conjugação entre esses três grandes eixos da macrocultura humana é que conseguiremos harmonizar as respostas alcançadas sobre todos os segmentos da vida.

Na medida em que vamos fazendo autoconhecimento e tentamos alcançar essa visão espiritual da realidade, percebemos que mais do que buscarmos respostas prontas e acabadas, o que realmente importa é compreendermos quais são as perguntas pertinentes para seguirmos investigando, aprendendo e evoluindo.

Evidentemente que a tarefa não é fácil e requer acima de qualquer outra coisa, coragem, paciência e determinação. Contudo, nos parece que os resultados que alcançaremos com essa postura de termos sempre a mente aberta e, antes de mais nada, compreendermos as perguntas pertinentes, trará uma satisfação muito maior do acharmos que as poucas respostas que já temos sobre os poucos assuntos que julgamos dominar seriam capazes de nos trazer uma visão plena da realidade.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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