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Caminhada para a mudança

Caminhada para a mudança

Vivemos um momento delicado de nossa história. O clima de descontentamento atinge níveis preocupantes e as pessoas de bem se sentem cada vez mais achincalhadas pelas acintosas condutas de nossos representantes em todas as esferas de governo, enquanto esses insistem em fazer troça da capacidade de compreensão e de resignação do povo.
Muitos estão consternados e temerosos com o porvir. A maioria tem dificuldades em vislumbrar uma solução razoável e de curto prazo e alguns chegam a cogitar ideias um tanto quanto estapafúrdias, que implicariam em retrocesso social. O fato é que é preciso que haja reflexão e muita ponderação sobre a inquietação que vai tomando as ruas, particularmente a fim de não volvermos para um periclitante caminho de ruptura institucional.
Oh tempos, oh costumes!  Da mesma forma que não há sentido em aceitarmos passivamente a sanha locupletante de alguns oportunistas que se dizem missionários ou visionários, mas só querem ficar milionários, também não há nexo em alimentarmos posturas catastrofistas e nem tampouco ideias que impliquem em retrocesso social.
O que precisamos é romper com o cinismo e o descaso. O que não podemos mais aceitar é gerirmos a coisa pública como se particular fosse. O que é absolutamente inconcebível é essa nossa dificuldade de pensarmos antes no bem comum do que em mesquinharias. Já é chegada a hora de amadurecermos em relação à nossa consciência cívica e de nos engajarmos mais no cuidado e aprimoramento da coisa pública.
É tempo de pensarmos em mudanças. Não apenas uma alteração de interlocutores que continuarão a jogar o mesmo jogo sujo e perigoso, mas uma mudança efetiva de mentalidade. Ao invés de esperarmos que a salvação da pátria venha por um passe de mágica, cada um deve se ocupar de fazer uma revolução pessoal e silenciosa em suas vidas. Se almejamos mudanças, é preciso sermos essa mudança e fazê-la acontecer a começar pelas pequenas coisas.
Aos poucos as pessoas vão se mostrando fartas do pouco caso com que vem sendo tratadas. O principal chamamento que se ouve é pelo bom senso e o recado das ruas é de que estamos cansados de ser tratados como massa de manobra de desvios e conchavos. Devemos, então, nos esforçar para agirmos com bom senso e moderação em cada instante de nosso dia-a-dia e para sermos claros, firmes e diretos em nossas intenções, sem jamais prejudicar a quem quer que seja para atingirmos nossos objetivos. Vamos colocar esse recado em prática nas nossas vidas, pois a mudança efetiva só se faz de dentro para fora.
O equilíbrio do espírito encarnado envolve os eixos social, político, econômico e cultural. Nosso grande propósito na Terra é de aprendizado e evolução, e o caminho para alcançarmos o progresso passa por uma série de altos e baixos. As pessoas de bem devem ser fortes o suficiente para serem sempre os capacitores e articuladores das transformações necessárias para aprimorar o bem-estar coletivo e para não permitirem retrocessos ou violações às nossas liberdades públicas.
Quando algum desses eixos estruturantes de nossas vidas encontra-se em descompasso, precisamos nos deter ainda mais em nossa auto-avaliação e em uma leitura crítica do entorno a fim de que possamos prontamente recompô-lo. É preciso também que saibamos fazer prece e mentalizar um amanhã de maior harmonia e respeito ao próximo. A mudança que realmente precisamos é de mentalidade é ela só vai se firmar quando houver massa crítica suficiente para tanto. Nesse ínterim, vamos nos deter em fomentar e espraiar essa ideia de mudança de atitudes e de mentalidade que se faz premente.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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