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Causas da crise moral

Causas da crise moral

Basta olhar em volta e perceberemos que estamos imersos em uma crise moral de graves proporções. Como não é possível combater os efeitos sem eliminar as causas, somos forçados a questionar: – Quais são as causas da crise em que vivemos?

Considerando que somos espíritos encarnados em um grande Lar Escola chamado Terra, podemos apontar para os instrumentos e as instruções que compõem a chamada educação, como causas em potencial. Isto inclui tanto a educação oferecida no lar e nas escolas, como nas organizações públicas e privadas, sem eximir os meios de comunicação escrita, falada e televisionada. Afinal a crise é comportamental, e comportamento é sempre efeito dos princípios, valores e crenças que promovemos e que as pessoas adotam em suas vidas. Se estivermos de acordo com o diagnóstico, novas perguntas se apresentam; entre elas: – O que devemos fazer?

Considerando que a fonte só põe para fora o que tiver por dentro, não há como mudar o que vemos sem fazer mudanças; mas o que mudar?

Note-se que o conhecimento humano se fundamenta em nossa capacidade de filosofar, portando de questionar; na nossa capacidade de fazer ciência, portanto, de fazer verificação das verdades; e na nossa capacidade de fazer escolhas, portanto na nossa habilidade de exercitar a nossa ética.

Considerando que Ética é a religião das religiões e que ético é sempre fazer ao outro o que eu gostaria que a mim fosse feito, uma medida inicial seria promover a religiosidade natural que há em todos os seres e que se manifesta desde a mais tenra idade.

Assim, promotores da filosofia, da ciência e da religião, ou seja, professores, pais e letrados em geral: em vez de se criticarem mutuamente, poderiam unir-se e promover o conhecimento em torno destes três eixos do conhecimento, relembrando em todas as oportunidades e espaços públicos e privados, que somos seres imortais, portanto, sujeitos à posse e retenção de memórias que ficarão conosco para sempre; e que não há dor pior do que a dor do arrependimento sobre o mal que conscientemente cometemos.

Imaginemos escolas nas quais nossos filhos teriam contato com a história de todas as expressões religiosas e que no exercício do seu livre-arbítrio escolhessem estudar e praticar os princípios religiosos da religião que mais lhes tocasse o íntimo!

Tal medida evitaria a imposição de valores religiosos de fora para dentro, reduziria o número de desiludidos e revoltados e ampliaria os sentimentos de ética para com seus semelhantes.

Se a crise é comportamental, sua origem é inegavelmente educacional; portanto, somente uma revolução nos conteúdos que ensinamos aos nossos jovens poderá mudar os graves efeitos da escolarização formal e informal que nossa sociedade atual oferece.

Como somos espíritos sujeitos à reencarnação, é inevitável que encontremos no futuro os efeitos da nossa semeadura atual. Isto inclui os efeitos de nossas ações e omissões.

Paulo Henrique Wedderhoff

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Sobre o Autor

Paulo Henrique Wedderhoff

Paulo Henrique WedderhoffAdministrador; Professor Universitário na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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