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Celebrar a vida

Em um período como o presente em que estamos celebrando uma das maiores festas culturais de nosso país – o carnaval – toda a alegria e a irreverência que são inerentes ao nosso povo se tornam ainda mais vívidos e podemos servir como um exemplo de harmonia e entusiasmo pela vida aos demais países do mundo.

Contudo, para uma parcela considerável de nossos concidadãos, esta época é sinônimo de excessos e atitudes inconsequentes. Para estes, é como se várias de nossas regras de convívio social e conduta moral fossem temporariamente derrogadas abrindo espaço para toda espécie de lascívia e incongruência.Valem-se dessa festa já tão arraigada em nossa cultura para cometer toda sorte de nulidades como se apenas nesse curto interregno absolutamente tudo fosse permitido, como se até mesmo as leis que regem o Cosmos, dentre as quais a de causa e efeito, tivessem pouca ou nenhuma importância e não se aplicassem a alguma determinada situação.

Não há como olvidarmos que teremos que colher na exata proporção em que houvermos plantado, inexistindo qualquer espécie de exceção a tal regra. Os excessos cometidos em alguns poucos dias certamente cobrarão seu preço mais tarde, e esse preço muitas vezes pode ser amargo.

“Orai e vigiai para não cairdes em tentação” – ensina o mestre Jesus. Não há sentido seguirmos um degradante processo tentacular e desviante que para muitos pode significar um caminho sem volta no sentido da perversão e do afastamento daquilo que lhe competia realizar na presente encarnação.

Evidentemente que isso não quer dizer que não podemos nos alegrar e nos divertir junto àqueles a quem queremos bem. O segredo de tudo na vida é o equilíbrio e toda conduta radical e extremada trará consequências ruins. O fato de criticarmos os excessos cometidos por alguns nesse período não é de maneira alguma uma crítica à festa em si, mas serve como um chamamento para que a diversão se dê de maneira consciente e não venha a trazer arrependimentos futuros.

Aquele que conseguiu se autoconhecer de maneira suficiente e alcançou uma visão plena e equilibrada da vida que agregue harmonicamente o material e o espiritual, ou seja, a integralidade de seu próprio ser, não compactua com excessos e imoralidades. Os que percebem a existência em sua inteireza e não apenas aos limitados olhos da matéria são capazes de se manter sempre em equilíbrio, tanto nos momentos de celebração quanto em quaisquer agruras que o porvir lhes reservar.

A proposta que deixamos é a de buscarmos aproveitar esse momento para celebrar a vida em sua plenitude buscando para isso agregar e potencializar todos os bons momentos que já vivemos e certamente ainda iremos viver. É tempo de extravasarmos tudo aquilo de bom que temos para mostrar ao próximo, todos os valores positivos que já conseguimos internalizar.

Como dissemos no início, a alegria e a irreverência são inerentes ao nosso povo, são algo que se apresenta de dentro para fora. Não há nenhum composto químico, nenhuma atitude inconsequente, nenhum tipo de estímulo externo que possa suplantar o contentamento de nos alcançarmos em nossa plenitude e percebermos exatamente qual o papel que temos a desempenhar no Cosmos.

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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