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Comedimento e ponderação

Comedimento e ponderação

Para que possamos nos aprimorar o máximo possível ao longo da presente encarnação, é essencial aprendermos a domar as paixões e os impulsos a fim de que possamos alcançar um maior equilíbrio em nossa trajetória.

 

Aquele que alcançou a serenidade que é comum aos homens e mulheres de bem é capaz de se manter impassível ante quaisquer desafios que possam surgir, permanecendo sempre de cabeça erguida por saber que as eventuais desventuras são também peças importantes de seu aprendizado e devem ser tratadas como tal.

 

Os que se deixam levar por uma existência de vícios e excessos estão desperdiçando de forma tola oportunidades que não se repetem e acabam por prejudicar grandemente a si próprios. Muitos dos arrependimentos que guardamos ao longo de nossa caminhada se originaram com ínfimos instantes de cólera, com rompantes de raiva e reações imoderadas tomadas por impulso e que logo em seguida já trouxeram os sobreditos arrependimentos.

 

É necessário nos prepararmos para extirpar essas reações desmedidas de nosso dia-a-dia, pois em um átimo elas podem colocar a perder diversas relações e oportunidades importantes.

 

Um primeiro, e importante, passo a ser dado é o de percebermos que se trata de um processo que deve ser refletido e praticado diariamente. A transformação vai sendo alcançada de forma gradual e deve estar sempre sendo repensada. Quanto antes iniciarmos a trilhar esse caminho, mais longe conseguiremos chegar e mais firmes serão nossas passadas.

 

Outro fator da mais extrema relevância é o de percebermos que somos integralmente responsáveis por nossas atitudes, não nos sendo dado terceirizar a culpa e acusar a outros por nossas falhas – como infelizmente sói acontecer – e nem mesmo projetar a solução para nossas imperfeições em fatores exteriores e alheios à nossa vontade e nossos esforços. Devemos nos conscientizar que somos nós os artífices de nossa jornada e que toda transformação deve se operar sempre a partir de nosso íntimo e somente então se exteriorizar.

 

Na medida em que vamos nos aprofundando nesse constante exercício de reflexão e auto-avaliação profundas, passamos a enxergar a vida com outros olhos, e isso acaba alterando toda a nossa forma de agir e pensar e surte efeitos imediatos no modo como nos relacionamos com o mundo. Deixamos para trás as revoltas e a angústia e passamos a servir como pontos de luz na escuridão, iluminando aos que nos rodeiam e espraiando gradativamente essa visão de mundo que sobrepuja os limitados grilhões da matéria e permite enxergarmos a vida aos olhos do espírito.

 

Jamais podemos olvidar que é o somatório de nossas atitudes e pensamentos que dão sustentação à mentalidade dominante em nossa sociedade e nosso planeta. Enquanto continuarmos a agir singularmente de forma agressiva e destemperada, estaremos contribuindo com esses bolsões de mentalidade negativa e belicosa e seremos co-responsáveis pelas tensões e instabilidades constantemente noticiadas.

 

Se quisermos de fato falar em transformação e mudança social, devemos estar dispostos a iniciar com uma revolução de ordem pessoal, que nos permita semear e fomentar uma cultura da paz que certamente se inicia com nossas atitudes comedidas e ponderadas.

 

Rodrigo F. França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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