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Como poderei ajudar meu filho a pensar no sentido e significado da vida?

Como poderei ajudar meu filho a pensar no sentido e significado da vida?

Moro no Japão e gostaria de pedir auxílio espiritual para um amigo de escola do meu filho que, depois de uma acesso de fúria, tentou pular da janela da sala de aula, no quarto andar. Ele tem dez anos de idade e joga jogos extremamente violentos, fica sozinho em casa o tempo todo ⎯ pois os pais trabalham até tarde ⎯, não consegue se concentrar e vai mal na escola. Mas eu já vi esta criança e constatei que ele tem um olhar bastante inteligente. Ele já chegou a atirar pedras na própria casa ⎯ meu filho ficou muito assustado. Meu menino está muito preocupado com o amigo, que fala constantemente em se matar.
Conhecemos um menino parecido com o seu filho. Ele aprendeu a fazer perguntas para os amigos, que os levam a pensar mais profundamente sobre o significado das coisas. Todos gostam muito dele. Eis alguns exemplos de perguntas para você tentar ajudar o seu filho:
⎯ Sou um espírito ou tenho um espírito?
⎯ Sou um corpo ou tenho um corpo?
⎯ Eu existia antes de nascer?
⎯ Eu vou continuar existindo depois de morrer?
⎯ O que acontecerá com o meu corpo?
⎯ O que acontecerá comigo?
São apenas exemplos nos quais você pode se basear para construir outras perguntas que o ensine a pensar sobre o sentido e o significado da vida. Os japoneses sabem que os ancestrais continuam existindo num mundo não-corpóreo. Se ele receber bem estas perguntas, poderá começar a construir suas próprias respostas e quem sabe alcançar um questionamento ainda mais importante:
⎯ Qual a minha missão nesta vida?
⎯ Como poderei me preparar para contribuir com a ciência do meu planeta?
⎯ O que eu poderia fazer para ser feliz e honrar meus ancestrais?
⎯ E outras que você pode desenvolver a partir do seu conhecimento espírita.
A milenar cultura japonesa cultua uma forte ligação com ancestrais desencarnados, portanto, já tem uma sólida crença na vida após a vida. Essa base cultural é terreno fértil para análises cada vez mais amplas sobre o significado de existir, de viver, de nossa condição humana e da importância de nossas relações. Tais estudos provavelmente levariam algumas pessoas a formular novas conclusões sobre a existência do espírito antes do nascimento, bem como sobre a importância de valorizar cada vez mais a vida. Quem somos? De onde viemos? Para onde iremos? Para que estamos aqui? Essas são questões que ajudam nesta caminhada rumo ao conhecer-se melhor. Seria muito bom que mais pessoas iniciassem grupos de estudos e criassem centros espíritas no Japão. Isto ampliaria o acesso e a divulgação das obras de Kardec, bem como nas mais recentes interpretações das suas conclusões, como as contidas nas páginas de revista SER Espírita.

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