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Corrente do bem

Ao observarmos as inúmeras dificuldades e imperfeições que por vezes prevalecem no planeta Terra, facilmente notamos que a humanidade ainda engatinha em termos de perfeição moral. São diversos os pontos a serem melhorados para que possamos nos considerar a todos homens e mulheres de bem.

Ao realizarmos uma constatação como a presente, deve-se destacar que não vai aqui nenhum pessimismo ou alarmismo exagerado. Considerando que a Terra é ainda um planeta de provas e expiações, há que se compreender que a grande maioria dos espíritos que aqui encarnam estão ainda escalando os primeiros degraus de sua trajetória evolutiva.

Isso não deve, contudo, servir para adotarmos uma atitude conformista de simplesmente deixar que as coisas permaneçam do jeito que estão. Se falamos em Lei de Progresso e trabalhamos a constante evolução de todos os indivíduos, devemos buscar a todo momento fazer o máximo progresso possível a fim de seguir de maneira intensa nessa escalada evolutiva.

Quando percebermos algo que não vai bem, nota-se que é bastante comum praguejarmos contra o governo ou as autoridades constituídas sempre relegando a determinadas instituições e indivíduos a responsabilidade integral por absolutamente todos os nossos reveses sociais. Agindo desse modo, esquecemos que somos também, de alguma forma, enquanto componentes dessa estrutura social, responsáveis por tudo aquilo que ocorre ao nosso redor, eis que contribuímos com a formação da mentalidade vigente.

O espírito Leocádio José Correia, em psicofonias realizadas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) já nos alertou por diversas vezes que “o mundo é como é porque as pessoas são como são”. Ou seja, se esperamos que as condições morais da Terra melhorem, devemos antes de mais nada buscar melhorar individualmente, de modo a contribuirmos com uma mentalidade mais positiva e que coloque em prática de forma efetiva os valores cristãos.

De nada adianta simplesmente apontarmos as falhas e imaginarmos coisas como ‘na próxima encarnação espero não ter mais que estar aqui na Terra’ ou ‘já sou muito mais evoluído do que isso, o que fiz de errado para ter que agüentar tamanhos problemas?’. Evidentemente que se estamos aqui é porque aqui devemos estar (muitas vezes até em um sentido missionário) e que se esperamos que as coisas melhorem, devemos concorrer para tanto.

Aqueles que de fato esperam fazer o máximo bem possível não somente a si próprios, mas a todos os que o cercam, devem buscar realizar uma comunhão de esforços em prol da causa da humanidade, devem buscar fomentar uma mentalidade que positive a vida e a pessoa humana, que busque o respeito mútuo entre todos os que habitam a Terra.

Evidentemente que a caminhada não há de ser fácil, e que essa mudança não se faz da noite pro dia. É também certo que os esforços de apenas uma única pessoa ou de um pequeno grupo não seriam, por si só suficientes para implementar mudanças assim tão grandes. Contudo, devemos lembrar que qualquer grande mudança se inicia com um primeiro passo, e que através dessa comunhão de atitudes individuais, seremos capazes de constituir uma corrente do bem, que gradativamente se fortalecerá e crescerá em uma proporção geométrica até que chegue um dado momento em que contagie a todos, sem exceção.

É preciso que algumas pessoas tenham a coragem de dar esse primeiro passo e servir de exemplo nessa jornada pelo bem. Pouco a pouco, certamente conseguiremos implementar grandes mudanças.

Quem se habilita a formar os primeiros elos dessa corrente do bem?

Mãos à obra…

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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