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Cosmovisão Espírita

Cosmovisão Espírita

Ao longo de toda a história da humanidade, muitas foram as hipóteses elaboradas na tentativa de explicar – de acordo com o alcance possível que se tinha em cada época e cultura – as inquietantes questões de ordem existencial que afetam a cada um de nós.

Alguns desses sistemas de ideias acabaram por dar origem às diferentes religiões, cada qual a seu modo tentando esclarecer os inúmeros pontos relativos às razões de ser e propósitos de nossas existências.

Dentre as possíveis explicações, notamos que muitas delas acabam sendo sobremodo lacônicas, esgotando-se em verdades absolutas (dogmas) que não podem ser questionados, explicações vagas, muitas vezes em sentido figurado e fora de contexto e interpretações literais de textos antigos desacompanhadas da necessária reflexão e contextualização. Em alguns casos, essas ideias que em essência são boas, acabaram sendo manipuladas por pessoas e/ou instituições mal intencionadas que as utilizaram como forma de manipulação das massas e manutenção das estruturas de poder criadas a partir delas.

Essas deturpações acabam gerando revolta e grandes angústias, pois as explicações que estacionaram no tempo e/ou foram deturpadas não são capazes de trazer as respostas necessárias às mentes inquietas e ávidas por uma melhor compreensão da vida em seu sentido mais amplo.

Ao iniciarmos os estudos do Espiritismo, já à primeira vista temos a oportunidade de revolucionar toda a visão de mundo que tínhamos até então, pois passamos a enxergar a realidade por uma perspectiva muito mais ampla, harmônica e coerente, a perspectiva espiritual.

Passamos a pensar a vida não mais apenas como sendo o interregno entre o nascimento e o desencarne aqui na Terra, pois a entendemos como algo muito maior e consoante a uma perspectiva de evolução, merecimento e justiça.

Compreendemos que o significado de nossa passagem pela Terra é de aprendizado, e que este será tanto maior quanto melhor nos esforçarmos para agir nos sentido do bem e das virtudes.

Constatamos que não há sentido acreditar-se em penas ou gozos eternos, pois se assim fosse não se poderia falar em progresso e muito menos em justiça ou coerência naquilo que entendemos por Deus.

Atinamos para o fato de que as diferentes experiências que cada um de nós passa durante a encarnação se devem às diferentes necessidades e lições que temos para superar, mas que absolutamente tudo se dá de acordo com a mais sublime justiça divina.

Desde logo somos incentivados a refletir e contribuir na construção de conhecimentos de ponta, que sejam adequados ao momento histórico que vivemos e que tenham sustentação nos três grandes eixos da macrocultura humana: ciência, filosofia e religião.

Percebemos que não há sentido em apenas repetir sem que façamos a todo instante a necessária reflexão que propiciará o alcance de novos conhecimentos.

Aprendemos a constantemente repensar o pensado e questionar as certezas que tínhamos até então, pois só assim seremos capazes de fazer ilações cada vez mais coerentes e tendentes à verdade.

Enfim, entendemos que ao fazer essa salutar ampliação de nossa visão de mundo, através do imenso leque de possibilidades e conclusões que a cosmovisão espírita nos traz, temos a possibilidade de sermos mais felizes, pois compreendermos melhor o nosso papelo no mundo e nos alcançamos de uma forma mais concreta como engrenagens da harmonia cósmica orquestrada por nosso Creador.

Rodrigo Fontana França

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Sobre o Autor

Rodrigo Fontana França

Rodrigo Fontana FrançaAdvogado e Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas na Sociedade Brasileira de Estudos Espíritas (SBEE) e no Centro Espírita Antonio Grimm (CEAG)

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