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Cristo morreu na cruz por nós. Por que devemos ter várias vidas? A morte dele não teve valia?

No âmbito escatológico, como fica a segunda vinda do Messias? Se ele morreu na cruz por nós (cristologia), então por que devemos ter várias vidas? A morte dele não teve valia?

A colocação “por que devemos ter várias vidas?” indica dúvidas naturais sobre o princípio da reencarnação postulado pela Doutrina Espírita. Assim, apresentamos alguns comentários sobre este tópico e, ao final, uma conclusão de nossa equipe sobre a questão do Messias, a quem todos nós cristãos procuramos compreender e seguir.

O Espiritismo, aqui entendido como a interpretação e a prática do sistema de ideias proposto por Allan Kardec, como fruto de suas pesquisas e descobertas, se sustenta nos princípios básicos seguintes:

  • Deus, como causa primária de todas as coisas;
  • Jesus, como um referencial de elevado padrão moral;
  • Livre-arbítrio seguido da responsabilidade sobre as consequências do nosso pensar, falar e agir;
  • Reencarnação, como aplicação do conhecimento acumulado, bem como oportunidade de ampliação do conhecimento existente;
  • Imortalidade e evolução por meio da autodeterminação;
  • Comunicação bidirecional entre o polissistema cultural espiritual e o polissistema cultural material (mediunidade).

A leitura da documentação espírita permite a cada um construir um entendimento pessoal sobre o sentido e o significado da vida, bem como elaborar uma síntese pessoal ou cosmovisão, e com isso administrar sua trajetória de vida em crescente harmonia com as leis naturais.

Se somos seres espirituais, portanto imortais, caberia a pergunta:

  • Se Deus é infinitamente justo, bom, amoroso e competente, não seria coerente que desse a cada espírito a oportunidade de renascer tantas vezes quantas lhe fossem necessárias para que, através do uso do livre-arbítrio, fizesse a transição de um ser ignorante pra um ser tendendo à estatura e plenitude moral do Cristo?

A liberdade pressupõe direito de errar e acertar e por isso mesmo colher os justos frutos dos seus atos, quer seja em sua encarnação atual, no polissistema espiritual, bem como em encarnações futuras, pois somos todos herdeiros dos sistemas culturais que ajudamos a criar. Como não sabemos onde poderemos reencarnar, o mais coerente seria garantir a todos igualdade de oportunidades para progresso pessoal, autonomia pensante, social e econômica.

Quanto a algumas afirmações bíblicas inferindo que a vida é uma só, podemos afirmar que é natural que a Bíblia, por ter sido composta ao longo do tempo por pessoas de várias tendências e crenças, tenha várias contradições, incluindo a refutação e afirmação da reencarnação.

No tocante à vida ser uma só, acrescentamos que a vida do ser imortal é uma só, mas tem dois lados: o lado encarnado e o desencarnado. Aprende-se em ambos os lados, e apenas uma oportunidade encarnatória não é suficiente para realizar os aprendizados que este estágio e ambiente oferecem.

 

 

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