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Cuidado com a Crítica Exagerada

Cuidado com a Crítica Exagerada

Já sabemos que não devemos julgar as outras pessoas, mas apesar disso continuamos a fazê-lo em muitas situações de nossas vidas. No dia-a-dia é natural observarmos e analisarmos o que os outros estão fazendo, mas o grande desafio está no que cada um de nós faz com o resultado dessa análise. Muitas vezes apenas concluímos que “não faríamos aquilo”, ou que “faríamos totalmente diferente”, ou ainda simplesmente encerramos o assunto com um pensamento de desqualificação, como por exemplo: “fulano não sabe o que está fazendo”.

Mas devemos lembrar que estamos na Terra para aperfeiçoamento pessoal. E se julgar de forma vazia os outros não é construtivo, o que estamos fazendo para mudar esse comportamento em nós mesmos? Vamos então ver algumas questões que podem nos ajudar…

Como eu me sinto após julgar as outras pessoas, principalmente quando minha crítica é negativa? Se eu me sinto mal, conseguiria em uma próxima oportunidade me policiar e evitar o julgamento?

Se minha análise sobre a outra pessoa é negativa, eu seria capaz de fazer uma prece pelo meu irmão que, pelos meus critérios pessoais (e portanto também falíveis), estaria errado? Eu conseguiria fazer uma prece para que ele, independentemente de como, alcance o que deseja e seja feliz?

Diante de uma situação da qual eu discordo, entendo que está errada, ou que poderia ser melhor realizada, que atitude construtiva e ética eu poderia tomar? Se eu estivesse na condição da pessoa que estou julgando, o que eu esperaria dos julgadores?

Um pensamento do Espírito Antonio Grimm, pelo Médium Maury Rodrigues da Cruz, nos alerta para o fato de que “o ser humano está aí para ser aceito”. Ou seja, cada um de nós em sua singularidade é a expressão de Deus. Nos cabe portanto adotar uma postura de humildade e reconhecer na outra pessoa, mesmo quando divergente de nós, a expressão do Creador. Quando adotamos os referenciais temporários da matéria para avaliar esta proposição fica mais complicado compreendê-la e aplicá-la. Por isso é necessário gradativamente migrar nossos referenciais para os da lógica espiritual, onde nos vemos a todos como espíritos irmãos, cada um fazendo o seu melhor no limite do seu conhecimento, e sujeitos igualmente às mesmas leis da natureza. Todos erramos, todos aprendemos, todos mudamos, todos amamos, todos temos as mesmas expectativas universais de sermos aceitos e de sermos úteis.

 

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Sobre o Autor

Nelson José Wedderhoff

Nelson José WedderhoffEngenheiro Eletrônico; Professor Acadêmico na Faculdade Doutor Leocádio José Correia (FALEC); Coordenador de Grupos de Estudos Espíritas; e Conselheiro Editorial da revista SER Espírita.

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