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É verdade que a doença vem de uma vida passada? Será que carrego um carma grande?

Tive endometriose severa (doença do endométrio, no útero, que impede a gravidez natural), fiz cirurgia e estou sob tratamento com medicamento anticoncepcional, para não menstruar. Isso para mim foi outro baque, pois adoro crianças. É verdade que a doença vem de uma vida passada? Será que carrego um carma grande? Quero ser mãe, mas isso só será possível pela fertilização. Mas ainda tenho muita fé: se Deus quiser que a gravidez seja natural, então será.

 

Quanto às suas dificuldades para ser mãe biológica, lembre-se que isso não a impede de ser mãe. Afinal, se os espíritos são criados por Deus, nós pais somos, na verdade, pais dos corpos dos nossos filhos biológicos. Os espíritos que encarnam nestes corpos podem ser companheiros do passado, que no momento nos aceitaram como orientadores até que eles possam construir sua própria autonomia e seguir sua trajetória na Terra. Entendemos que você deve esgotar as possibilidades pela via da medicina, mas se o seu organismo está sinalizando para o impedimento de uma gravidez natural, pode ser que você tenha escolhido como projeto de vida ser mãe de filhos do coração. Se não escolheu, pode ser que esta seja uma oportunidade para você exercitar o amor ao próximo num grau muito especial. Já ouvimos falar de pais que têm filhos naturais e adotivos, de que não há diferença entre o amor que sentem por um ou outro. Sabemos que a adoção é uma decisão difícil para alguns casais, mas a vida está cheia de casos em que o casal adota o primeiro filho e algum tempo depois a esposa engravida.  A grande pergunta é: como podemos ajudar o Creador na estruturação e desenvolvimento do universo? Tenho condições de alterar a trajetória de um espirito que poderá crescer sem pai e mãe se eu não tomar uma atitude?  Seja carma ou missão, não importa. Importantes não são as coisas que não podemos mudar, mas as atitudes positivas que tomamos para construir, apesar dos desafios da vida. Mesmo após tomada a decisão e apesar de alguns orfanatos estarem repletos, sabemos que o processo de adoção não é fácil, principalmente porque muitos casais querem um bebê recém-nascido. Esta barreira normalmente cai na primeira visita a um orfanato, pois logo tem início o “namoro” com alguma criança que procura um pai e uma mãe. Assim como nos apaixonamos por um parceiro que foi antes um estranho, também nos apaixonamos por um ser indefeso que pode ser nosso protegido e orientado durante uma encarnação. Torcemos por sua gravidez natural, mas acima de tudo, torcemos pela sua felicidade.

 

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