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Eu, os meus passos, a minha direção

Eu, os meus passos, a minha direção

Um homem triste olhando a lua,
encontrando criaturas diversas, percebendo a vida.
Sofrendo pela deficiência de me autoconhecer.
Sendo sem perceber que sou aquilo que os outros dizem,
às vezes o bem, outras vezes a ausência temporária do bem.

Não tenho a convicção de ser.
Estou sempre esperando que me afirmem ou neguem
para que eu possa, num campo existencial precário, sofrer, ter
alegria,
mas nunca fazer continuidade.

Pelo meu próprio desconhecimento,
estou sempre fugindo de mim mesmo.
Busco outros espaços, abandono os grupos sociais que participo,
choro na solidão de não me compreender.

No processo de negar,
de negar constantemente o próprio ser,
começo ter a esperança de me conhecer.

A minha consciência desperta.

Vejo luz, experiências, oportunidades, começo a
gostar das pessoas.
Venço as irritações, me afasto das maldades
humanas.

Procuro me afirmar naquilo que sinto que é bom,
que é o bem.
Sou capaz de dar aos outros o que tenho, de
dividir,
descobrindo no ato da doação a maravilha da
satisfação de ser.

No processo evolutivo,
vou penosamente anulando dentro do meu ser as
expectativas do mal,
reafirmando, combinando, as expressões do bem.

Trabalho com alegria.
Aprendi a esperar o dia seguinte.
Procuro, na dificuldade de ainda não ser maduro,
perdoar.
Sinto que há em mim um florescimento, uma
iluminação.
Me apresento a mim mesmo como um homem
livre, portanto feliz.

 

Texto extraído do livro
Na busca do meu ser, a indeterminação e a incerteza em 20 de maio de 2016

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