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Eu sou o ser que sempre quer

Eu sou o ser que sempre quer

Na minha expressão de sentir, procuro localizar o meu ser.

Sofro as contingências de não compreender as grandezas,
nem tampouco as dimensões menores que compõem,
no curso da minha vida, os caminhos.

Falo com todos.
Sinto que todos procuram a mesma coisa.
Sofro impactos com a morte, os outros também.

As indagações se repetem todos os dias.
É uma dor voraz.
Há vazios e plenitude naquilo que penso ser.

Quando choro, descubro, no mais profundo do meu ser,
o sentir do sentimento.

No sorriso, vejo, alcanço, a essencialidade do que sou.
As buscas são intensas, os caminhos variados.
Que interessante a linguagem da natureza.
Os animais, as formas, o barro, a água.
Movidos e iluminados, tenho a consciência
que estamos todos em movimento.

Na afirmação de alguns momentos,
alcanço horizontes maiores.
Na negação, percebo que perscruto meu próprio ser.
Na soma dos dois, desponto sendo a dor e a alegria,
o ontem, o hoje e o amanhã.

O meu ser, na imensidão do mundo,
que parece não caber na minha inteligência,
se reveste de um extraordinário poder
para alcançar o que entende como importante, como
significativo.

Tudo é contínuo: as flores e as suas cores, o céu, o voo dos
pássaros,
as linguagens dos homens e dos animais.
Se aquietarmos e procurarmos o significado,
vamos descobrir que a mensagem é a mesma.

Cada um, na procura do conhecimento,
faz a força do seu ser na expressão crítica daquilo que,
consciencialmente, ele se diz ser.
Sou, serei, tenho a convicção de que meu pensamento
é o meu ser em ação.

Há em mim luz, iluminação.
Vida em expansão, evolução.

 

Texto extraído do livro
Na busca do meu ser, a indeterminação e a incerteza em 12 de agosto de 2016

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